Ódio apaixonante
11 Capítulo 11 Cap. Especial- História de Sasori
Notas iniciais
Já era de manhã e Sasori estava todo enrolado nos seus cobertores azuis claros, e apesar dos seus olhos ainda permanecerem fechados ele estava desperto, e muito, era o dia em que fazia os seus 11 anos e estava à espera que seus pais entrassem no seu quarto com o bolo do seu aniversário, como faziam todos os anos. O ruivo não mexia um único músculo queria que os seus pais achassem que eles o tinham realmente surpreendido, isso os deixava feliz e por sua vez Sasori ficava feliz com a felicidade deles. O garoto não era como as outras crianças, ele já era mais maturo, e isso explicava a falta de amigos que ele tinha porque enquanto os outros iam jogar à bola no campo de futebol da escola, Sasori preferia ficar num canto com a companhia do seu caderno de desenhos.
O garoto estava a estranhar tanta demora, nos anos anteriores os pais dele por aquela hora já o tinham chamado para lhe cantar os parabéns. Decidiu se levantar, queria saber o porquê de eles nunca mais aparecerem, então desceu as escada lentamente a tentar não fazer um único barulho para que os seus pais não notassem a sua presença. Agora Sasori estava no fundo das escadas a tentar ouvir algum ruido da sala que estava com as suas portas enormes fechadas, como não ouvia nada abriu as portas para ver o que se passava.
Ele não podia acreditar, seus joelhos fraquejaram e o garoto estava agora no chão, as lágrimas caiam-lhe pelo seu rosto que ainda estava em choque, sua cara estava mais pálida do que o que era costume, e seu corpo termia com o choque.
Seus país estavam caídos no chão um em cima do outro com sangue fresco ainda a escorrer pelo chão, ambos tinham buracos de balas em seus corpos, e estavam certamente mortos. Sasori com o seu corpo ainda bastante fraco levantou-se lentamente e ligou para o número de urgência e ficou sentado perto da porta da entrada todo encolhido sobre si mesmo, ele apenas queria esquecer aquelas imagens que não lhe saiam da cabeça, seu corpo estava gelado e todo branco.
Quando a polícia chegou ele abriu a porta e um policia o agarrou e a correr o levou para o seu carro, antes de deixar o garoto sozinho colocou uma manta sobre aquele corpo frágil. O garoto após algum tempo de estar sozinho naquele carro adormeceu, e acordou algum tempo depois porque já estava na esquadra e eles queriam lhe fazer algumas perguntas. Entrou naquele edifício gigantesco e foi até a uma pequena sala, onde estava um homem de cabelos brancos mas jovem, sentado numa cadeira em frente a um computador.
–Olá amigo, eu sou Kakashi, e eu queria fazer-lhe algumas perguntas, se não se importar é claro. -O garoto apenas fez sinal com a sua cabeça, não conseguia nem sequer falar.
........
Após Kakashi terminar as suas questões deu um chupa-chupa ao Sasori e o levou até à entrada do edifício onde estava a sua avó com uma cara chocada pela morte do filho e da nora e desesperada por não conseguir encontrar o seu neto, assim que viu o garoto a senhora que estava de pé ajoelhou-se no chão e abriu os braços para que Sasori a abraçasse, e o garoto foi correndo até aos braços da sua avó e quando sentiu os braços dela apertarem o seu corpo começou a chorar.
A senhora levou Sasori para sua casa, e quando lá chegaram Sasori vê um bolo e cima da mesa qe dizia "Parabéns" em grande com letras grandes. Quando o garoto viu o bolo lembrou-se que fazia anos, com tudo aquilo que tinha acontecido ele nem se lembrava. Tudo o que Sasori queria era ir dormir e nunca mais acordar...
Os anos passavam e agora Sasori fazia 18 anos, mas desde do dia em que seus pais morreram que ele parara de celebrar o seu aniversário, e qualquer outra época festiva. Sua avó estava preocupada com o facto do garoto não ter amigos, nunca convidava ninguém para ir a sua casa, nem falava com ninguém quando estava no secundário, ninguém sentia a presença do garoto nas aulas nem fora disso.
Poucos dias após as férias de Verão terem começado a avó de Sasori morreu, deixando o garoto completamente sozinho. Ele queria-se afastar daquela vila para sempre, nunca mais queria voltar ao local onde a sua avó e os seus pais morreram. Então começou a sua jornada pelo mundo fora como pintor, e nos seus tempos livres ele escrevia um dos livros mais vendidos no mercado. Era bem sucedido profissionalmente, mas estava completamente sozinho, não tinha nem amigos nem familiares, não tinha ninguém.
Ele não conseguia ser feliz, todos os dias se levantava com o sofrimento no seu coração, por nunca ter conseguido descobrir quem fora que matara seus pais, e por não ter dado mais atenção à sua avó que estava tentando sempre animar o garoto apesar de nunca ter sucesso.
Quando fez os seus 27 anos ele jurou para si próprio que o seu próximo aniversário seria passado no local onde nascera. Ele queria voltar mas nunca conseguia, sempre que marcava a viagem de volta arranjava uma desculpa para fugir aquela vila, mas agora ele queria superar o passado e viver o futuro, e a única forma de o fazer era voltar lá para conseguir dizer adeus ao passado. E três dias antes do seu aniversário ele voltou para Konoha.
Assim que chegou ficou hospedado na casa antiga da sua avó, e recebeu logo mil e uma propostas de emprego, mas tudo o que ele pensava era reencontrar o seu amor da infância e de adolescência, tinha curiosidade em saber como ela tinha ficado após tantos anos sem a ver. E havia qualquer coisa no sorriso da garota que o rapaz nunca esqueceu, talvez porque era único e adorável.
Após muito tempo a arrumar a casa e a retirar as coisas das suas malas, finalmente tinha acabado o trabalho, e queria aproveitar o tempo que ainda tinha antes de ir almoçar para ir passear pela vila.
Enquanto caminhava relembrava-se dos locais e notava a mudança que eles tinham. Quando finalmente passou pelo sitio que mais amava naquela vila, e onde passara mais tempo, o lago de Konoha. Ao sentir a brisa a bater em sua cara Sasori vez um pequeno sorriso, e logo em seguida olhou para um dos bancos onde estava uma garota sentada, e ele já sabia quem era. Com aquele cabelo rosa o garoto conseguia destingi-la em qualquer lado, e também ele nunca iria esquecer a pessoa que ele um dia já tinha amado. Assim que a viu os sentimentos começaram a voltar, ele nunca a tinha esquecido mesmo a sério, o mais estranho é que ela nunca tinha falado ou sequer olhado para o garoto mas mesmo assim ele a amava, na verdade ele nunca a tinha deixado de a amar simplesmente a dor que aquela vila já lhe tinha causado era maior que o sentimento que tinha por Sakura, ela sempre fora a razão de ele continuar a viver. Depois de muito tempo a repetir para si próprio o que lhe iria dizer, encheu o seu peito de ar para ganhar coragem para finalmente conseguir falar com ela sem gaguejar ou se babar, e foi ter com a garota e quando a viu a chorar seu coração ficou despedaçado. Tudo o que ele queria era ver o sorriso da garota e não as lágrimas nem a tristeza, num ato estúpido ele colocou a sua mão no ombro da garota e foi obrigado a dizer alguma coisa para não parecer um maluco.
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