Notas iniciais
Música de hoje: Quanto mais feio.
Nome da banda: Matanza
Comentários: Se a vida fosse assim eu tava feliz!
Link:
http://www.youtube.com/watch?v=7z7cXhDhUEw&feature=related
Eu demorei! E quem disse que eu me importo, eu posto quando eu quiser, e eu tava de férias. Então leiam a porra do capitulo!

-Alice, vamos!

-Ainda não terminei de comer! -ela enfiou mais um pedaço de carne na boca.

-Termine ai e depois pague, eu vou lá fora. -sai do restaurante onde estave e fiquei recostado na porta, o sol estava forte e me obrigou a tirar o sobretudo, que no momento estava dentro da minha mochila, estava apenas com minha regata preta, minha calça jeans preta e meu coturno preto, e tinha tirado as luvas pra não ficar estranho, dessa vez eu tinha colocado o anel de Fenrir.

-Terminei! Pra onde vamos?! -ela chegou animada do meu lado.

-Vamos pegar um trem, vamos para Delfos, um ótimo lugar pra começar.

-Ah... Tá! Vamos comprar as passagens!

-Você na frente.

-Eu... Não faço a mínima ideia de onde comprar passagens.

-Eu vou na frente, vamos. -véi... na boa...

Depois de ir até a estação de trem e tentar falar com a mulher que vendia as passagens (ela falava inglês de maneira muito fraca, e eu sempre matava as aulas de grego do acampamento, não me arrependo de nada!), consegui as passagens depois de muitas tentativas pra conversar com ela, se tivesse que fazer isso mais uma vez um juro que iria meter um soco na cara daquela vadia!

-Esperando o trem, não posso conter a minha felicidade, novamente irei andar de trem! -Alice cantando uma musiquinha escrota pra caralho que ela acabou de inventar.

-Alice...

-Que?

-CALA A BOCA!

-Fiquei triste... -ele me olhou com lacrimejando, era tão fofa.

-Desculpa...

-EEEEEEEEEEEH! -ela pulou encima de mim.

-SAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAI! -demonstração de afeto na frente de todo mundo não!

O trem chegou, um enorme trem bala de viagens longas, todo branco (odeio branco, é tão sem graça!), entramos e arrumamos dois lugares.

-Podia ter pego camas no vagão dormitório!

-Não quero gastar dinheiro.

-Mão de vaca!

-Gastadeira!

-EEEEEEEEEEEEEEEEU?!

-Sim você! E agora me deixa que eu quero ler meu livro. -peguei um dos meus livros favoritos, chamado Eldest, um dosquatro livros do Ciclo da Herança, que é minha série de livros favorita.

-Tá lendo o que?

-Alice... Eu amo você, adoro conversar com você, mas no momento eu estou relendo esse livro pela terceira vez, e eu quero terminar a terceira vez pra poder começar a quarta.

-Tá... Vou jogar pokemon no meu Nintendo... Go Charizard! -ele pegou o console de dentro da mochila e começou a jogar o jogo, e eu finalmente tive um pouco de paz.

-Íon...? -depois de um tempo ela me chamou.

-Que?

-O que você está achando dessa missão?

-A única parte boa e que posso passar um tempo sozinho com você, mas em geral, nada de legal aconteceu.

-Nossa... Nada de legal mesmo?

-Não, por isso eu quero terminar isso rápido. -fechei o livro. -Mas não vamos apressar as coisas, tudo chegará com o tempo.

-Poético...

Ficamos horas e mais horas dentro do trem, aos poucos foi anoitecendo e logo toda a claridade do sol acabou, deixando tudo escuro.

-EIta! Tá um breu lá fora! -Alice falou apontando pra janela.

-Nossa que emocionante! Tá tudo escuro... -to entediado.

-Você podia parecer mais animado.

-Como? Não tem nada pra fazer.

-Pare de drama! Eu to com fome! Vamos no vagão restaurante?

-Tava demorando... Sim vamos. -Alice levantou e marchou na direção do vagão restaurante, comigo atrás.

Ela arrumou uma mesa no vagão restaurante e se sentou,sentei na outra ponta da mesa, ficando a sua frente, como o Garçom estava demorando eu tive que chamá-lo:

-Hey! Garçom! -ele apareceu, um cara de mais ou menos vinte anos, cabelo preto e uzando óculos.

-O que desejam? -ele perguntou de maneira educada, eu odeio gente educada.

-Faça seu pedido Alice, eu só vou querer água. -ele anotou na bloquinho, e depois anotou todos os pedidos que Alice tinha feito.

Depois de um tempo o Garçom trouxe vários pratos, deixando a mesa cheia de diferentes tipos de comida, que iam acabando na velocidade que Alice comia.

Quando ela terminou paguei a conta e voltamos para nossos lugares, ele se sentou do lado do corredor, e eu na janela, depois de um tempo ela dormiu, com a cabeça recostada no meu ombro, eu ficava olhando pela janela, passou de uma hora da manhã, todos os passageiros ja estavam dormindo, menos eu, que ainda não havia encontrado o sono, nem estava com vontade de dormir, mas algo me chamou a atenção, uma forma escura corria à uns dez metros de distancia do trem, com a mesma velocidade, ele diminuiu a velocidade, deixei de ver o vulto, até que então eu ouvi um estrondo no teto do trem,seja lá o que era aquela coisa, ela entrou sem pagar passagem.

Com cuidado sai do assento pra não acordar ninguém, em seguida pulei e peguei a saida de emergência no teto, abri com cuidado, subi e depois fechei, ficando de pé do teto do trem.

O vulto estava ali, olhando pra mim, usando um manto, seus olhos brilhavam refletindo no luar, me fitando com um instinto predador, com fome, sede de sangue, o cheiro de um animal morto estava impregnado em seu corpo, podia sentir o sangue saindo de sua boca, o monstro começou a falar:

-Senti seu cheiro Órion del Diablo.

-É um prazer conheçer vossa majestade pessoalmente. -respondi. -Como anda indo a maldição?

-Odeio cada dia que tenho que passar nessa forma. -ele falou, sua voz rouca e animalesca irritava meus ouvidos.

-Esse é o preço por desobedecer as regras, não é mesmo? Rei Liacaão? -no momento em que pronunciei seu nome ele jogou o manto sujo e ensanguentado longe, monstrando uma forma grotesca de híbrido entre lobo e humano, os pelos negros sujos e cobertos de sangue cobriam hoje o que anteriormente foi um grande rei da Grêcia antiga.

-Calado servo dos deuses! Da mesma forma que odeio os malditos olimpíanos pelo que fizeram a mim, eu também o odeio! -Licaão falava com suas presas brilhantes miradas em mim.

-Calado! Eu não sou servo dos deuses! Eu faço o que eu quero! Não desconte sua raiva em mim! O problema é seu se ofereçeu carne de uma criança aos deuses! Mas no seu lugar, eu teria feito a mesma coisa!

-Como ousa! Você não vai sair vivo daqui semi-deus! Vou arrancar sua garganta!

-Tente, lobo de merda!

Ele avançou, correndo na minha diração, o instinto assassino dele foi o bastante pra despertar o meu, o sorriso cruel começou a se formar no meu rosto, meu olhos brilharam com esta nova vítima vindo na minha direção, matar, matar, matar, matar, matar, matar, o único pensamento que vem a minha cabeça é esse!

No momento que ele pulou, vindo em minha direção com suas garras, eu saquei Fenrir, e cortei sua barriga, ele caiu ao meu lado, ofegando, com seu jeito de lobo.

-Monstro fraco, volte pro tartáro. -arranquei a cabeça dele com um golpe de espada, e olha que eu nem sei usar essa coisa.

Voltei para o vagão sem fazer barulho de sentei ao lado da minha irmã, depois de um tempo consegui dormir.

-BOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOM DIA! -Alice me acordou gritando no meu ouvido.

-Bom dia?! Bom dia?! Você me acorda gritando e espera que eu tenha um bom dia?!

-Desculpa, mas nós chegamos.

-Hum, espere minha coluna voltar pro lugar e eu ja vou com você.

-Tá vou indo na frente! -depois que consegui levantar direito eu segui minha irmã para fora do trem.

-Olha já dá pra ver as rúinas do antigo oráculo daqui!

-Ótimo, vamos pra lá, um bom lugar pra começar. -o trem tinha parade estratégica em alguns pontos turísticos, quem quisesse ver só deveria pagar uma taxa para fazer um visista com guia, mas eu e Alice fomos sosinhos.

Deposi de um tempo caminhando chegamos as rúinas, um belo lugar, até dava pra imaginar uma moça sentada em um banquinho no meio do templo esperando alguém fazer perguntas a ela.

Uma coisa me chamou a atenção, uma silhueta de mulher, que parecia muito bonita, os cabelos dela eram longos e prateados, sim prateados!

-Alice olha! -ela se virou e viu a mulher, mas do nada ela dasapareceu, e reapareceu um pouco abaixo na colina do templo.

-Siga aquela mulher! -falei e começamos a correr atrás dela, ele desaparecia e reaparecia alguns metros a frente, até que então chegamos em uma casa comum de campo.

-Oi! -nos viramos e nos deparamos com uma linda mulher de cabelos e olhos prateados nos fitando, com um sorriso no rosto, logo depois fomos saldados por um homem de cabelo preto e olhos que lembravam o nascer do sol.

-Quem são vocês?!

-Pode me chamar de Hélios!

-Eu sou Selene!

Notas finais
Eu sei que gostaram, foda-se!