Évora - A origem
3 Jonathan - Parte 1
Notas iniciais
3 anos atrás
Em uma pequena casa cinza na aldeia de Lune vivia Jonathan, um garoto de 14 anos, loiro de olhos verdes intensos. O garoto vivia com seus pais, Lilian e Joseph.
Jonathan estava deitado em seu quarto escrevendo em seu diário, como já era de costume, quando Lilian entrou e o encarou.
— O que você está fazendo? – Perguntou gentilmente.
O loiro levantou o olhar de seu diário e sorriu para sua mãe.
— Estou escrevendo um pouco, sabe como isso me faz bem – Respondeu.
— Eu sei, mas sabe que seu pai precisa de sua ajuda na caça – Lilian disse subitamente com um olhar mais sério – Ele está ficando cada dia mais cansado e logo não conseguirá mais sozinho. É importante que você esteja preparado para assumir o negócio da família.
Nesse momento o sorriso do garoto se desfez com a mesma rapidez com que se formou. Ele não queria herdar o "negócio" da família.
Joseph começou a caçar por esporte, pois tinha um gênio difícil e isso o acalmava. Logo a quantidade que caçava já era muito mais do que o suficiente para alimentar a família e com isso surgiu a ideia de trocar o fruto da caça por outros serviços necessários para a sobrevivência.
O problema era simples, isso era o que Joseph gostava e não o que o garoto queria fazer.
— Você sabe que eu não quero prosseguir com a caça. Eu odeio caçar!!
— Jonathan Reymond, você sabe que isso é algo necessário!! Não é uma escolha – Lilian o estava repreendendo com o olhar.
— Eu não irei seguir os passos de meu pai, querendo vocês ou não!! – Gritou o garoto com os olhos frios.
Lilian perdeu totalmente o controle e fez algo que jamais pensou que faria com seu filho: deu um tapa em seu rosto.
— Nunca mais grite assim comigo! Eu sou sua mãe e você me deve respeito e obediência. Se eu disse que você irá caçar, então é isso que você fará!!
Jonathan não iria aceitar isso. Seu grande sonho era ser escritor e ele não iria abrir mão de um sonho apenas para satisfazer os desejos de seus pais.
Foi então que ele se levantou e correu sem rumo, apenas com seu diário e um pedaço de grafite.
Ooo
Jonathan estava sentado em uma pedra na floresta. Ele estava escrevendo como sempre fazia para esfriar a cabeça.
Após a briga com sua mãe, ele simplesmente fugiu sem olhar para trás a fim de se desligar de tudo. O que seus pais queriam para ele simplesmente não era o que ele queria para si.
Jonathan se assustou ao ouvir o barulho de galhos se quebrando. Ao olhar para o lado, se deparou com o olhar raivoso de seu pai.
— Seu moleque insolente! – Gritou.
Jonathan ficou sem reação. Ele tinha muito medo de seu pai, que nesse momento estava claramente muito irritado.
— O que você acha que está fazendo? Gritar com sua mãe? – questionou – Eu passo o dia trabalhando para que nada falta à nossa família e essa é a sua forma de agradecimento?
O pai de Jonathan se aproximou e logo deu um tapa no filho, que se encolheu de medo no inicio, porém logo ergueu a cabeça e olhou diretamente nos olhos de seu pai.
— Eu não irei caçar e não há nada que você ou a mamãe possam fazer!!
— Você terá que escolher, ou irá assumir suas responsabilidades ou pode procurar outro lugar para morar.
Jonathan ficou totalmente enfurecido com seu pai e nesse momento perdeu totalmente a razão. Sem pensar, pegou um galho que estava caído no chão e golpeou seu pai com toda a força que possuía, fazendo com que o corpo do mais velho caísse morto no chão.
Logo Jonathan percebeu que estava sendo observado por alguém que o encarava com desdém.
— Você está muito encrencado garoto. Venha comigo – disse o desconhecido.
— Quem é você? – Perguntou o garoto sentindo um aperto no peito.
— Sou o líder de Alus – respondeu calmamente – agora me acompanhe.
— Eu não pertenço a Alus, sendo assim não lhe devo nada!
— Caso você não tenha percebido, essa parte da floresta pertence à Alus, o que significa que seu crime será julgado por Alus. Eu não irei repetir. Venha comigo.
Em um novo impulso, Jonathan correu em direção à Luna afim de despistar o líder de Alus, porem foi surpreendido com a chegada dele logo à sua frente, bloqueando sua passagem.
Antes de poder protestar, perdeu todos os sentidos ao ser golpeado com força na cabeça. Nesse momento tudo se tornou escuridão. Jonathan se encontrava em seu próprio mundo de trevas, totalmente desacordado e preso.
Continua.......
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