Éramos apenas amigos
13 Tragedia
— Oi amiga, oque faz aqui sozinha? – disse curiosa.
— Minha vó foi até o posto de saúde e não voltou ainda, estou muito preocupada – disse Kah nervosa. — Calma, vamos lá no posto – disse tentando acalma – lá. — Ok vamos – disse Kah. Estávamos andando em direção ao posto quando vimos uma multidão de gente em volta de alguma coisa, fomos até lá para ver oque estava acontecendo. — Meu deus – disse assustada – Calma Kah é melhor você não ver isso – disse afastando ela da multidão. — Oque esta acontecendo, porque você não quer que eu veja – disse Kah chorando. Deixei ela sentada em um banco e chamei Seth e o Luquinhas. — O Seth e o Luquinhas estão vindo – disse colocando o celular no bolso da calça – espera ai que eu já venho. A ambulância tinha acabado de chegar, fui até lá. — Para que hospital estão levando ela? – disse com os olhos cheios de lagrimas. — São Francisco. Quando olho para trás vejo Karina chorando e Seth abraçando ela, Luquinhas estava vindo em minha direção. — Você não falou pra ela que a vó dela foi atropelada!? – disse Luquinhas. — Eu fiquei com medo, eu não sabia oque fazer – disse nervosa – me da um abraço? – disse chorando. Lucas me deu um abraço forte que me fez me senti mais segura, não sabia oque fazer, Karina só tinha a avó. — Vamos até o hospital? – disse Luquinhas acariciando meu rosto. — Vamos sim, vou chamar o Seth e a Kah – disse secando as lagrimas. — Estou esperando no carro – disse Luquinhas. — Vamos até o hospital – disse levantando a Kah do banco. — Vamos – disse Seth. — Vocês não querem me falar, mais eu sei que é minha vó – disse ela soluçando de tanto chorar. — Vamos minha linda – disse Seth. Entramos no carro de Luquinhas e fomos até o hospital, chegando lá fui até a recepção e a moça pediu para esperar, sentamos em um banco, após algumas horas o doutor chega até nos. — Como ela esta doutor – disse Karina ofegante. — Não tenho boas noticias – disse o doutor – ela morreu a caminho do hospital, fizemos tudo que podíamos – disse ele triste. — Não pode ser – disse eu abraçando a Karina. — Eu quero ver ela, eu quero ver ela agora – disse Karina gritando. Seth abraçou ela e tentou acalma-la. — Vamos pra casa amiga você precisa descansar – disse baixinho levando ela para fora do hospital. Luquinhas ligou o carro e fomos todos para minha casa. Chegando, Karina sentou com Seth no sofá e eu e Luquinhas fomos para a cozinha. — Eu não sei o que fazer mor – disse eu abraçando o Luquinhas. -Calma vai dar tudo certo – disse ele me acalmando. Estava nervosa mais não queria que Karina me vice assim. — Vou levar um copo de água com açúcar para Kah – disse pegando um copo. — Ok vou pra sala – disse Luquinhas. Estava levando o copo para Karina. — Aqui Kah beba você esta muito nervosa – disse entregando o copo. — Obrigada amiga, mais acho que isso não vai me acalmar – disse ela ofegante. Ouvi o barulho da porta se abrindo. — Oi filha o que esta acontecendo? – disse minha mãe colocando a bolsa no sofá. — Mãe foi horrível, a Dn. Luísa morreu – disse com os olhos cheios de lagrimas. — Como? Não pode ser – disse ela abraçando a Kah. — Eu não sei o que fazer tia – disse Karina abraçada com minha mãe. — Calma linda, tudo vai dar certo – disse minha mãe. Minha mãe levou a Karina para o meu quarto para ela descansar, eu Seth Luquinhas e minha mãe ficamos na sala. — Ela dormiu? – disse Seth. — Sim, coitadinha estava muito cansada – disse minha mãe. Estava muito preocupada com ela. Oque iria acontecer agora? — Mãe, oque vamos fazer agora? Ela não tem pra onde ir – disse ofegante. — Vamos ver isso amanha, quando ela acordar, vamos esperar ela ficar mais calma – disse ela me dando um abraço. — Bom, eu vou pra casa, se acontecer alguma coisa, poder me ligar – disse Seth muito abatido. — Tudo bem Seth, se cuida – disse acompanhando ele até a porta. Vou me deitar estou muito cansada, Lucas meu bem, se quiser eu deixo você dormir aqui, Mayra precisa de você – disse minha mãe subindo as escadas. — MÃE!!! – gritei – não acreditei que ela falou aquilo. — Obrigado Sr. Swan – disse Luquinhas corado. Lucas me deu um beijo me fazendo ficar mais calma. Era incrível como ele me fazia ficar melhor só com um beijo. — Acho que eu já vou indo – disse ele me dando um selinho. — Tudo bem amor, amanhã a gente se fala – disse segurando a mãe dele. — Tchau minha linda – disse ele abrindo a porta. Subi as escadas e fui para o meu quarto, Karina estava deitada na minha cama, então coloquei um coxão no chão e dormi.
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