É dificil dizer Te amo
4 Somos um do outro
Sherlock desceu praticamente correndo, ele parou no último degrau suspirou profundamente, tentando controlar o nervosismo ate parecia um adolescente, Joan continuava sentada lendo, não havia percebido a presença dele.
– Joan. – chamou ele baixinho.
Ele aproximou dela tão devagar que foi quase doloroso, ela assistiu em câmera lenta enquanto ele se aproximava dela, os olhos dele se fechando lentamente enquanto ele chegava mais perto. O nariz dele encontrou o dela, e um milhão de segundo depois, ele a estava beijando, o beijo era calmo e suave. Sherlock movia os seus lábios tão devagar contra os dela, como se faltassem poucos segundos para o mundo acabar e ele não quisesse perder nenhum detalhe. As mãos dele tocavam o rosto dela com tanta leveza, como se ela fosse uma boneca que poderia quebrar. Joan deixou se levar pelo beijo, absorvendo o calor e o sabor de Sherlock e desejando que aquele momento durasse para sempre. Em algum momento, Holmes pareceu perceber que o mundo não estava acabando e que Watson não era uma boneca, e o beijo começou a acelerar a um ponto onde ela mal conseguia respirar. Eles se separaram por um instante, os dois um pouco ofegantes.
– Eu amo você. – disse Sherlock. – Isso não é um sonho.
– Não. – respondeu ela. – E só for não quero acordar.
Ele sorriu e lhe pegou em seu colo, subiu a escada indo direto para seu quarto. Nenhuma palavra foi dita. Mas ela não precisava de palavras para entender o que estava acontecendo, o toque dos lábios dele no pescoço dela fez a pele dela se arrepiar, provocando nela um milhão de sensações. O olhar dele a consumiu percorreu todo o corpo dela com os olhos, antes de pressionar sua boca fortemente na dela, enquanto as mãos dele tirou a blusa que ela vestia, Sherlock a beijou com violência, agarrando seus seios com força, estava deixando seus instintos e desejos o dominarem, precisava tê-la. Parou o beijo brevemente, deixando a morena praticamente sem ar. Os lábios dele raramente deixavam os dela. Ele tomava raros segundos para recuperar o fôlego e voltava para ela, brincando com sua língua, explorando suas fraquezas. As mãos deles eram ágeis em percorrer cada parte do corpo dela, tocava sua pele macia, tocava por cima e por baixo de sua roupa, tocava o seu ponto mais sensível. A penetrou com força e entrou inteiro, fazendo Joan gemer, tanto de prazer, quanto de dor. Apesar de não ser mais virgem, não estava acostumada com tanta violência. Mas não estava reclamando, pelo contrário, era excitando o modo como Sherlock se transformou. Ele mexia-se com violência, fazendo-a gemer alto e praticamente gritar seu nome. Suas estocadas iam fundas, a morena sentia que ira ter um orgasmo em breve. Logo sentiu o corpo tremer e o primeiro gozo descer, gritou alto e recebeu uma risada sádica de Holmes que continuou a penetrá-la com força. Ela gemia a cada estocada, sentia como se mil orgasmos viessem de uma vez só, e talvez fosse verdade, perdeu a conta no terceiro. Sentia-se exausta quando ele finalmente a largou para que pudesse deitar. A morena praticamente não sentia as pernas, até mesmo sua intimidade formigava, seu pulmão lutava por ar e sua mente agradecia a melhor sensação que já havia experimentado.
– Quero ficar assim para sempre. – disse ele.
Joan sorriu e adormeceu sobre o peito dele, Sherlock sentia-se êxtase, rezou baixinho para que aquilo não fosse um sonho, ficou algum tempo fitando sua companheira dormir tranquilamente sobre seu peito.
[...]
Srta. Hudson chegou ao sobrado para mais um dia trabalho, estava ansiosa para saber o que tinha acontecido com Sherlock e Joan, sabia que teria que enfrentar a ira do amigo, mas tinha feito por uma boa causa. Respirou profundamente e entrou, encontrou Holmes sentado próximo a lareira, parecia triste.
– Esta tudo bem? – perguntou ela. – Onde esta Joan?
– Foi embora. – respondeu ele. – por sua culpa, você tinha que ter entregado as cartas. – ele a encarou severamente.
– Embora... – não conseguiu completar. – Só queria ajudar, achei... – ela estava quase chorando.
– Muito obrigada. – disse ele. – Você me tirou a única razão de viver.
Srta. Hudson não conseguiu controlar as lagrimas, ela não podia acreditar no que tinha feito, não conseguia encarar Sherlock, por culpa dela a mulher que ele amava tinha ido embora.
– Sherlock. – Joan o repreendeu. – Você me prometeu que não a torturaria. – ela abraçou Srta. Hudson.
– Por você mentiu? – perguntou Srta. Hudson em soluços.
– Isso é para você aprender a não ser curiosa. – respondeu.
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