É confidencial
5 Capítulo 5
(Casa do Scott)
— Não encontrei nada.- disse Stiles.
— Eu fui ao esgoto onde encontramos o corpo e encontrei algo suspeito submerso na água, uma espécie de distintivo com um polvo desenhado. — disse Scott confuso — Eu acho que este símbolo pode — nos levar aos Dread Doctors.
— Sim, mas sem sabermos a quem ou a quê este símbolo pertence voltamos a estaca zero... — disse Stiles um pouco preocupado.
— Bem,... eu acho que sei com quem temos de falar... mas tu não vais gostar... — disse Scott receoso.
— Ahhhhh... — disse Stiles ao mesmo tempo que revira os olhos — Peter.
— Peter — disse Scott agora seguro.
( Casa do Derek)
Mal chegaram a casa do Derek, Scott abriu de rompante a porta, surpreendendo Peter e Derek, que ficaram logo alarmados e prontos para se defenderem.
Mas ao ver que era Scott e Stiles, baixaram a guarda e reviraram os olhos.
Peter estava sentado no sofá a ler um livro e Derek estava a fazer o seu treino diário.
Peter iníciou a conversa sem sequer retirar os seus olhos do livro :
— Posso saber o que é que o lobinho bom e o miúdo hiperativo desejam ?
— Precisamos da tua ajuda — disse Scott firmemente, atraindo a atenção de Derek.
— Ah... Ah — ironizou Peter, ainda sem desviar os olhos do seu livro — Com que então... necessitam da minha ajuda ? — disse Peter levantando — se do seu lugar e encarando — os nos olhos.
— Sabes a quem ou a quê pertence este símbolo ? — disse Stiles retirando o distintivo do seu bolso.
— Hail HYDRA. — disse Peter rapidamente e com segurança.
— Sim, mas que tal uma explicação ? — disse Stiles ironicamente,
— Eu estava a chegar lá — disse Peter irritado.
— Milhares de anos atrás um Inumano nasceu na terra e era destinado a governa -la...- disse Peter agora sério.
— O que são...- estava a dizer Stiles quando foi interrompido por Derek.
— Inumanos são guerreiros krees, de outro planeta, antigos com superpoderes. As suas vítimas desenvolvem poderes sobre-humanos, mas alguns tornam — se danificados ou terrivelmente desfigurados. — disse Derek.
— O grupo que fundou a HYDRA — continuou o Peter — teve vários nomes mas o principal objetivo do grupo é recuperar o seu líder original, um Inumano que foi mandado para um planeta distante usando um portal.
— Basicamente — disse Derek ao ver a confusão na cara deles — a HYDRA é uma organização mundial criminal que se dedica a dominação do mundo. Ao longos dos anos a HYDRA secretamente se infiltrou na S.H.I.E.L.D e usou a sua agência para adquirir vantagens e construir o seu exercito.
— S.H.I.E.L.D ? — disse Scott um pouco confuso com tudo isto.
— S.H.I.E.L.D é uma organização mundial que tem como objetivo realizar a contraespionagem e a manutenção da lei. Fundada pela ONU e financiada pelas potências da OTAN. Tem a função de proteger todo o planeta de ameaças de grande porte, desde terrorismo internacional até invasões alianisnas — disse Peter.
— Por acaso o símbolo da S.H.I.E.L.D não é uma águia ? — disse Stiles duvidoso.
— Sim. — disse Peter pouco interessado.
— Porque descobriram alguma coisa ? — perguntou Derek.
— Quando o Stiles e a Lydia foram ao hospital, o John falou — lhes de umas pessoas que o tinham estado a interrogar e disse que eles traziam um distintivo com uma águia, agora tudo está a fazer sentido.- disse Scott feliz, pois finalmente conseguiu arranjar as pistas de que necessitava para conseguir parar os assassinatos.
(Floresta)
Skye estava prestes a sair da floresta quando o seu telemóvel tocou. Era Coulson. A sua mensagem dizia para ir ter à base subterrânea.
— Base subterrânea? — disse Skye para si própria — Uau, Coulson, estás sempre preparado — exclamou, com um sorriso, olhando para o telemóvel.
(Base subterrânea da S.H.I.E.L.D.)
Skye chega à base e vai logo ter com o Coulson.
— Bem, Coulson, devo dizer que estou impressionada.
— Não, não estás — disse Coulson com um sorriso.
— Não, é verdade. Bem, pequena, confortável e com segurança máxima. Muito bem.
— Obrigado. E Skye, tenho uma coisa para ti e acho que vais gostar.
— Hum...um presente?
— Parecido.
Foram até à garagem.
— Não acredito, uma mota! — era toda preta e com um brilho perfeito. Ela adorava motas, especialmente escuras e adequadas à sua ligeireza e flexibilidade.
— Sim, acho que necessitas de um transporte. A badass one.
— Obrigada, Coulson! — disse Skye, emocionada. Ela sabia o quanto Coulson se preocupava com ela. A Skye já mais conseguiriam retribuir tudo o que ele fizera por ela.
— Descobriste alguma coisa?
— Não. Mas eu tenho uma ideia. A Simmons falou de um grupo de jovens que podia estar envolvidos. Vou tentar arranjar mais informações.
— Agora não. Preciso que chames a equipa toda.
— Sim, senhor. — e Skye saiu.
(Sala da base subterrânia)
Estavam todos reunidos, distribuídos por três sofás. Coulson estava de pé a apontar para várias anotações num quadro:
X HYDRA X
X Pessoas modificadas??? X
X Jovens??? X
X Não sabemos quem são nem o que querem X
X Sabemos que eles fizeram, em parte, isto acontecer X
Eles não tinham muitas informações, por isso precisavam de se organizar. A Boobi, a Simmons e o Hunter ficaram responsáveis de obter informações sobre os jovens. A Skye, a May e o Mack ficaram de procurar vestígios da HYDRA. O Fitz ficou encarregue de descobrir algo sobre os Quimera.
Todos saíram da sala, menos o Hunter que ficou a arranjar umas coisas com o Coulson e o Fitz.
Os dois grupos foram cada um para seu lado, ficando a May e a Skye sozinhas.
— Encontras-te alguma coisa ontem?
— Hum...nada de mais.
— Então sempre encontras-te algo. — disse May, com um sorriso de orelha a orelha.
— O quê...? — tentou fingir Skye, mas só fez com que May tivesse a certeza de que ela estava a esconder algo.
— Vá lá Skye. Sou eu. — disse May, no seu tom meigo, mas raro.
— Bem...encontrei um rapaz estranho. Estava no meio da floresta.
— E achas que ele pode estar envolvido? — questionou-se May.
— Eu acho que não. Eu desconfiei, ao início, mas parece que ele estava a passar um mau bocado e só queria estar sozinho.
— As pessoas nunca dizem as suas intenções no início. Acreditas-te assim tão fácilmente? — May via sempre o pior das pessoas no inicio. Evitava cair em situações de traição, com as quais já tinha muita experiência...
— Ele parecia um rapaz indefeso, normal.
— Ele era giro? — perguntou May com um leve sorriso.
— Ele era giro.
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