É Tão Difícil Dar Certo..
23 Pedido
Notas iniciais
Tudo bem? Como passaram o Natal e o Ano Novo? ~le desvia de pedradas~
Ok, ok. GOMEEN! Eu realmente demorei um tempão pra postar >
MAS EU NUNCA ABANDONAREI ESSA FIC ACREDITEM! huahsuasa
Aqui está mais um cap pro cêis.
Boa Leitura ;)
LUCY POV’S
O dia seguinte chegou, e nesse dia que iríamos para Paris. Arrumamo-nos todos para ir ao aeroporto pegar o avião.
Não seria irônico todos nós formos para lá, afinal, estávamos em casal então seria como se fosse uma lua de mel. Apesar de que a gente já faz sexo sem mesmo estar na França, então não faz muita diferença, se você não for a Levy, é claro.
– Ahh, PARIS! Não acredito que vamos para Paris! Que sonho!
– Pare de encher o saco Levy! Já sabemos que você ama Paris! Porra!. — Sherry reclamava, eu também queria falar isso, afinal, fazia meia hora que estávamos na limusine indo para o aeroporto e a Levy não para de falar dessa cidade. O que que tem demais em apenas uma cidade? Aff, nem é grande coisa.
– Não estrague meus sonhos! Eu sempre quis ir para Paris, mas nunca tive oportunidade, agora vamos não é meu amor?.- Levy com os olhinhos brilhando, abraçou Gajeel com um sorriso enorme, o mesmo assentiu, o que fez Sherry apenas revirar os olhos e voltar sua atenção para a janela.
– Quem deveria estar animada é a Juvia não é?
– Porque Erza?
– Ora Levy, ela que está noiva. A lua de mel dela iria ser em Paris.
– É, porque será que não posso ter uma lua de mel em Paris?.- Levy lançou um olhar mortal para o brutamonte que ficou confuso e assustado ao mesmo tempo, logo em seguida a baixinha saiu de perto dele, sentando na outra ponta do sofá, emburrada com os braços cruzados.
– Será porque ela não está noiva?.- A ruiva cochichou no ouvido de Sherry, fazendo a mesma dar uma grande gargalhada, acompanhei sua risada deixando Levy furiosa.
– Que grandes amigas vocês são!.- Ironizou, fazendo eu, Erza e Sherry rir mais ainda.
– Ca.. calma Levy, estamos brincando, né meninas?
– Sim Lucy, é só brincadeira. — A frase não adiantou, porque continuamos a rir mais alto. Juvia que até agora não tinha se pronunciado foi até a Levy, que já tinha formado uma enorme tromba por causa da nossa risada. Os meninos olhavam surpresos para os nossos surtos, principalmente Gajeel, ele era o que estava mais pensativo.
As duas conversaram um pouco, e pude ver que Levy se acalmou, mas quando saímos da limusine, ela fechou a cara para nós indo ficar apenas ao lado de Juvia.
Nossas malas foram para a sala de embarque, logo entramos no avião iniciando a longa viagem para a França.
Sentei numa fileira de três poltronas, ficando eu na janela, Erza no meio e Sherry na ponta. Levy emburrada ainda ficou ao lado de Juvia, e ao lado dela ficou Gray. Natsu, Lyon, Gajeel e Jellal sentaram logo na fileira de trás, conversando sobre jogos de futebol.
Sabíamos que Levy sempre sonhou em casar. O sonho dela é seu respectivo namorado a pedir em casamento embaixo da torre Eiffel numa linda noite estrelada e a noite de Núpcias do casal seria também em Paris. Claro que não deveríamos ter tirado tanto sarro da cara dela, afinal sabemos que a mesma está com inveja da Juvia estar noiva e ela não. E o Gajeel sendo como é, não vai pedi-la em casamento do jeito que ela quer, e nem tão cedo.
Não penso em casamento agora, já que é muito cedo e não sei se quero ficar com o Natsu o resto da minha vida. Provavelmente eu quero, mas simplesmente não vou casar cedo.
O resto da viagem foi com pensamentos sobre casar e gravidez me invadindo. Ter um filho como a Juvia vai ter, deve ser muito ruim. Espero que se eu for ter um filho, que não seja assim. Ter alguém que dependa de você, amar essa pessoa mais que a própria vida, podendo se arriscar se for preciso, isso é incrível, eu gostaria de ter uma criança.
Logo outros pensamentos me invadem, como sexo. Realmente, transar com Natsu é muito bom, me sinto renovada, feliz, confortável e com muito prazer, eu o amo demais! Mas Natsu tem um fogo desgraçado que simplesmente o impede utilizar camisinha nas relações sexuais, o que agora que me lembro de ter que tomar outra injeção para não ficar grávida. Vou lembrar as meninas quando chegarmos lá, afinal não queremos ver outra ter um bebê na adolescência.
Dormi o resto da viagem, sendo acordada por Natsu quando o avião aterrissou. Já era de noite.
Saímos do avião e os meninos foram pegar as malas, enquanto nós meninas esperávamos do lado de fora, apenas Levy quis pegar a própria mala.
Liguei o celular e vi muitas chamadas perdidas do meu pai. O que ele queria? Retornei e no mesmo instante o mesmo atendeu, com uma voz afobada.
– Lucy, porque não atendeu o celular?
– Porque eu estava no avião.
– Avião? Você viajou?
– Eu lhe avisei que estava indo fazer um tour com meus amigos.
– Meu deus! Onde você está?.- Eu não entendia essa reação dele, afinal porque estava tão.. preocupado?
– Estou em Paris pai, fale logo o que você quer. — Disse já perdendo a pouca paciência que tenho.
– Paris? Lucy eu lá te dei permissão para viajar?
– Você não me dá permissão para porra nenhuma, eu viajo quando eu quiser, e como eu quiser!
– Lucy, volte para casa agora!
– Não, eu não vou voltar! E nem pense em mandar alguém vir me buscar que eu não vou!
– Ora Lucy, me obedeç..
– Pai, você não vai mandar em mim nunca mais esqueceu meu bem? Tô desligando e não invente em mandar em mim de novo se você não quiser voltar para o sítio.
– Esper..
Desliguei na sua cara. Como ele ousa? Me ligar para me mandar voltar para casa? Ele realmente quer voltar para aquele sítio, ah se quer!
O sítio o qual estou me referindo é o que eu o internei logo depois de me cansar das suas “brincadeiras” comigo. Foi um bom tempo que ele permaneceu lá, esse sítio é uma prisão onde os prisioneiros são maltratados, a polícia nunca soube desse lugar e o local é bem longe da cidade, praticamente inexistente para a maioria das pessoas.
Assim que me virei para encarar as meninas, as vi assustadas com alguma coisa. Direcionei meu olhar onde elas estavam olhando e vi Levy toda descabelada e a gola da sua camiseta rasgada, a azulada estava bufando trazendo suas malas passando direto por nós com os meninos assustados logo atrás.
– O que aconteceu?.- Perguntei para Natsu.
– Nem queira saber.
Acompanhamos os meninos até a limusine que nos esperava para ir direto ao hotel, no caminho eles contaram o que aconteceu, só sei que se estivéssemos lá iríamos morrer de tanto rir, isso eu garanto.
LEVY POV’S
Eu não acredito que a desgraçada daquela mulher fez isso! QUE ÓDIO! PORRA, já basta as meninas jogarem na minha cara que meu namorado não vai me pedir em casamento nem tão cedo, até porque ele é totalmente diferente de mim e agora essa porra dessa mulher acaba com meu dia!
Hoje realmente não é meu dia de sorte!
Depois que o avião aterrissou, eu mesma fui pegar minha mala. As meninas estavam esperando seus lindos namorados pegarem suas malas, o meu não é tão cavalheiro assim né.
Assim que vi a esteira, fiquei de olho para ver se minha mala estava passando. Acontece que depois de uns dez minutos ela aparece, e eu vou pegá-la quando uma mulher aparece do nada e pega a minha mala!
Puxei a mala para o meu lado e a mulher me encarou com seus incríveis olhos azuis. Ela possuía cabelos loiros com luzes escuras num corte longo e repicado, a mesma era muito bonita, só que ela resolveu testar minha paciência longo quando já está no fim.
– Com licença, mas essa mala é minha. — Falei tentando ser amigável, porém a mulher fechou a cara, me fazendo ficar ainda mais irritada.
– Desculpe, é um engano. Essa mala é minha.
– Não, é minha. — Puxei a porra da mala para o meu lado, ela me fuzilou com o olhar puxando-a para o seu lado.
– Não querida, essa mala é minha!
– Não, é minha!
Logo estávamos duas loucas gritando e puxando uma mala de um lado para o outro atraindo atenção de um monte de gente do local.
– Essa mala é minha! Solta!
– Não vou soltar!.- Ambas estávamos muito irritadas quando de repente as unhas da mulher rasgam a gola da minha camisa, me empurrando para o chão. Levantei num pulo quase explodindo de raiva.
– Ah, é assim não é? Estão eu também vou jogar!.- Parti pra cima dela com tudo, puxando seus cabelos. Não demorou muito e uns guardas vieram separar a briga.
No fim, foi constatado que a mala na verdade era da mulher, ela me lançou uma cara de vitória e eu retribuí fuzilando-a com o olhar. Mas não tinha como não confundir as malas, elas eram exatamente iguais!
Gajeel estava com a minha mala, fui até o seu encontro e a peguei bruscamente indo em direção á limusine, encarei as meninas assustadas com a minha expressão, passando direto. Não demorou muito para que todo mundo chegasse ao carro importado, fiquei na janela para não encarar as meninas segurando o riso, provavelmente os meninos devem ter contado. Malditos!
Realmente, o meu humor não está um dos melhores!
Chegamos ao hotel e os recepcionistas pegaram as malas para levar para os quartos. Assim que saímos que saímos da limusine demos de cara sabe com quem? Com a mulher do aeroporto. A mesma estava com um blazer branco sobre uma blusa preta com um crachá.
– VOCÊ? O QUE ESTÁ FAZENDO AQUI? ESTÁ ME PERSEGUINDO SUA LOUCA?!.- Não controlei minha raiva e apontei um dedão na cara dela, fazendo a mesma dar um passo pra trás de susto e logo depois me olhar com desdém. Lucy se meteu na minha frente defendendo a vaca. Olhei confusa para a loira e ela tratou de explicar.
– Levy, ela é a nossa guia, eu a contratei. não sabemos falar francês muito bem. Além disso, não sabemos nada daqui, então nos perderíamos logo logo.
– Que diabos! Porque contratou logo ela?
– Como eu ia saber que você ia arranjar barraco com ela? Porra, se acalme!.- Fechei a cara e Lucy fez um sinal para que a mulher falasse, porque na verdade eu a interrompi, mas to nem ligando.
(Nota da autora: o hotel que eles vão ficar será esse aqui http://www.europehotelparis.com/pt/double.html vejam as fotos para se atualizarem no quarto deles. Ah, e esse hotel como diz, não é muito longe da Torre Eiffel.)
– Eu sou a guia de vocês, meu nome é Hinata e estarei ao dispor de vocês no que precisarem é só me chamar. Estarei no último quarto do corredor. As malas já estão nos seus respectivos quartos.
Entramos nos quartos e dessa vez eu pedi para ficar em um quarto ao lado da Juvia, para não ter que passar a noite em claro como da outra vez. Ficou com o meu quarto e o de Gajeel ao lado de Juvia e Gray, e nos quartos a frente com Erza e Jellal, Lucy e Natsu, Sherry e Lyon e uma grande varanda no final do corredor, dando uma ótima visão da torre Eiffel.
Não olhei na cara de Gajeel até agora, pego uma toalha indo em direção ao banheiro, o brutamonte me para no meio do caminho. Pegando meu pulso.
– Levy, o que aconteceu? Porque está assim comigo?.- Ah, como se não soubesse! Tiro meu pulso das suas mãos e apenas respondo um:
– Estou indo tomar banho, licença. — Fechando a porta na cara dele. Má né? Eu sei, mas ele nunca, NUNCA foi um dia sequer cavalheiro comigo! Poxa, eu sou romântica, realmente não temos nada haver um com o outro. Será que era para estarmos juntos agora?
A água quente caí sobre meu corpo, me fazendo relaxar totalmente. Imagino como se Gajeel fosse romântico, seria ótimo.. mas ele não é. Triste realidade.
Saio do banheiro e não o encontro no quarto. Coloco uma roupa chique para ir visitar a torre que não ficava nem duas quadras do hotel. Um vestido vermelho longo com uma abertura nas coxas, dando um ar de sensual.
Calço salto alto vermelho e desço o elevador encontrando Natsu, Lucy, Erza e Jellal na recepção muito bem arrumados.
– Aonde vocês vão?
– Aonde você vai?.- Lucy me respondeu.
– Vou à torre Eiffel, e vocês?
– Vamos sair para jantar, Gajeel não te avisou?.- Dessa vez, Natsu que falou. Abaixei a cabeça lembrando-se do que aconteceu no quarto, levantei-a com um sorriso falso no rosto.
– Avisou, mas não quero ir. — Saí correndo da recepção ouvindo gritos de Lucy e Erza me chamando. No caminho lágrimas insistiam em cair por conta do que aconteceu. Não sabia para que direção corria, só sei que queria um lugar de paz, um lugar que me deixasse pensar mais um pouco. Será que realmente era para estarmos juntos?
– Por quê? Estava indo tão bem, quando de repente isso acontece.. Por quê?
– Desculpe Levy. — Tinha falado para mim mesma, porém ouço uma voz no fundo, olho para frente e vejo Gajeel de terno preto arrumado.
– Gajeel?
– Desculpe..
– Por que estão me pedindo desculpas?
– Por não ter feito isso antes.
– Isso o quê?.- Aí o destino me prega uma peça. Só que dessa vez essa peça foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida. O brutamonte se ajoelhou na minha frente e falou em um alto e bom som.
– Quer casar comigo?
Olhei para cima e vi que estávamos em baixo da torre Eiffel, sob uma noite bem estrelada. Assim como no meu sonho. As lágrimas já empestavam meu rosto surpreso. Ele ergueu um anel de ouro brilhante para mim. Pessoas se juntaram ao redor e uma pequena luz foi direcionada para nós. Ergui a mão e ele colocou o anel.
– É claro que eu aceito. — O mesmo se levantou e me deu um beijo, fazendo as pessoas aplaudirem. Coloquei o anel no seu dedo e o beijei novamente. Como isso estava acontecendo? Parecia mentira de tão bom que era.
O destino ama fazer isso na gente, mas pelo menos eu fui surpreendida. Uma ótima surpresa, uma das melhores da minha vida.
– Gajeel, eu te amo!
– Eu também te amo minha baixinha! E pode apostar que vou te fazer muito e muito feliz!
Eu sei disso seu bobo, só de estar do seu lado eu já sou muito feliz!
Ah, e mesmo que ele não é romântico, ele foi feito para mim. Porque somos diferentes, e quebra cabeças iguais não se completam.
Curtimos mais a torre e formos depois para o restaurante onde estava o pessoal e pode apostar que vou esfregar na cara de todo mundo que agora eu estou noiva! E que meu noivo me ama o quanto eu amo ele!
Notas finais
Bem minna, espero que continuemos juntos esse ano também. E leitores fantasmas, ainda tenho esperanças que vocês apareçam ú_u
Beeijos!
Até brevee!
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