É Tão Difícil Dar Certo..
10 Passados Sombrios
Notas iniciais
Vocês sabem como deixar um autor feliz!! Mais de 70 comentários, 20 favoritos e mais de 60 leitores *O* Muito obrigada geente!!
Esse cap tá muito polêmico, estou vendo vocês me xingarem depois kkkk beem, boa leitura! ;)
LUCY POV'S
A bolsa que estava em minhas mãos caiu novamente. Só que dessa vez eu caí junto. A cena que via era muito dolorosa para mim. Natsu olhou para mim assustado e veio junto com ela ao meu encontro. Ela, logo ela estava fazendo isso comigo! A mesma me deu a mão para eu me levantar. Num passe rápido levantei-me e corri para a direção oposta deles, mas fui impedida de continuar por braços musculosos. Ele me encarava, e ela também. Minha expressão era de pura decepção, como? Coomo?
- Lu, eu.. eu..
- Cale a boca!.- Disse rispidamente, ela olhou para mim assustada. Natsu veio intervir.
- Ei, Lucy, calma.
- Calma? Como posso ter calma?!.- Olhava com ódio para Lisanna que estava á minha frente.
- Lu, eu posso explicar!
- Não pode nada! Você sabia não sabia? Dos meus sentimentos? Por que fez isso?
- Não tinha certeza! Eu não sabia do que você sentia! Você não me conta mais nada!
- Nem você!
Natsu olhava assustado para mim e para Lisanna. Ele estava com uma marca de batom rosa na boca. Sim, ela havia o beijado. Beijado é pouco para o que eu vi, ela tava engolindo a cabeça dele! Lágrimas caiam. Eu mesma não entendia o que estava sentindo. Só sei que agora estava com a sensação de ter sido traída. Sim, eu fui traída, pela minha melhor amiga..
A albina á minha frente também estava chorando, tanto ela como eu não sabíamos o que estávamos sentindo. Até que ela fecha a cara e fala uma coisa que eu simplesmente não esperava.
- Lucy, pare de teatro. Você não tem compaixão, não sente amor pelas pessoas. Eu sei que você o quer só pra você, como fez com todos os meninos, mas dessa vez, eu não vou deixar! Não vou deixar você conseguir tudo o que novamente!.- Ela cuspiu as palavras na minha frente, estava sem chão. Lisanna era a pessoa que eu mais confiava nesse mundo, mas agora, eu não sabia em quem confiar.
- Do que está falando? É claro que sinto compaixão pelas pessoas!
- Não! Lucy você é um monstro! Que só gosta de colocar medo nas pessoas para que elas te obedeçam! Por anos eu sempre fiz o que você queria! Por anos eu deixei de ser a menina que eu era para fazer as suas vontades! Não culpe seu passado! Eu também não tive um passado bom, mas olha para mim! Eu não faço todos me obedecerem sendo que eles não têm culpa do que aconteceu comigo, você é injusta Lucy, um verdadeiro monstro.
Mais uma vez ela cuspiu palavras em mim. Começou a chover, o céu estava chorando por mim. E acabei me lembrando, que mesmo contra a minha vontade, eu tinha era inveja da Lisanna. Mesmo com as lembranças ruins dela, ela simplesmente conseguia ser feliz, e ainda com o pouco que tinha. Eu não, tudo que eu tinha não estava bom, não era feliz, nunca fui. Depois que minha mãe morreu eu nunca fui feliz. Não sabia o gosto da felicidade e nem do amor. Natsu mostrou um pouco disso para mim, mas eu usava a Lisanna para ter felicidade, mas nunca consegui ter. E talvez nunca tenha..
As lágrimas caiam com mais intensidade. Nós três ali, naquela esquina tínhamos segredos não revelados. Sim, Lisanna não sabia de tudo que eu sofri no passado, o mesmo a dizia, eu não sabia de tudo. E enquanto á Dragneel, não sabíamos de nada.
Não consegui responder, palavras não saiam da minha boca. Eu sabia, sabia que ela estava certa. Porém, por todos esses anos eu decidi ignorar, ignorar os sentimentos dela.
- Sim..
- O quê?.- Disse ela confusa.
- Sim, eu sou um monstro.
- Lucy..- E assim não deixei ela falar, corri pela avenida. Só que tudo ficou escuro de repente. Choquei-me com o capô de um carro. Sangue estava espalhado pela rua. Ouvi Lisanna e Natsu gritando vindo até mim. Minhas últimas cenas da minha cabeça foi dela beijando ele, eu iria morrer com ódio? Não sentia meu corpo, não tinha noção do que estava acontecendo, só fui saber para onde estava sendo levada quando escutei a sirene da ambulância, depois, eu apaguei, totalmente.
LISANNA POV’S
Estava na sala de espera do hospital. Aquelas palavras que disse á ela, eu não deveria ter dito. Foi minha culpa que Lucy foi atropelada. Irei me culpar a vida inteira. Primeiro eu traio minha melhor amiga. Sim, eu a traí. Eu sabia, sabia de seus sentimentos e mesmo assim faço isso. Que tipo de amiga eu sou? Tudo o que falei estava entalado na minha garganta, pronto para sair. Eu não menti tudo que eu disse era verdade. Só sabia do pouco do passado da Lucy, e ela também sabia pouco do meu, mas mudei meu jeito de ser para agradá-la. Mudei minha vida para agradá-la. Isso é amizade?
De uns tempos para cá, a minha vida se tornou um inferno. Loki fingiu ter se esquecido daquela noite, e eu me arrependo fortemente por ter transado com ele aquele dia. Eu deveria ter me preservado, mas não, estava tão desesperada que usei o impulso á meu favor. Enquanto aos meus sentimentos, eu entrei em total depressão em apenas duas semanas. Cheguei á parar no hospital três vezes e tomar remédio antidepressivo. Mas nada adiantava, eu não conseguia esquecer e muito menos me distrair. Meu corpo implorava pelo Loki dentro de mim. Mas não tinha como, ele não me queria. Todos os dias que eu o via era uma tortura. Sentia minha intimidade pulsar e minha cabeça se tornava um turbilhão de pensamentos. Lucy nunca soube disso. Senti que ela não deveria saber, ela já tinha problemas com seus sentimentos, para quê eu ia contar? Para acrescentar mais problemas á ela? Por isso, não contei. Porém, um peso enorme ficava em minhas costas, não conseguia prestar atenção e muito menos fazer alguma coisa na sala de aula. Minha vida estava um caos.
Quando de repente, me veio uma luz no fim do túnel. Natsu Dragneel era minha salvação. Virei amiga dele e expus todos os meus problemas. Ele foi muito atencioso e me consolou bastante. Até que com o passar dos dias eu percebi que a depressão não passava de uma coisa da minha cabeça. Eu mesma criei uma depressão em mim, eu mesma criei mais problemas. A dor passou, parei de chorar, e parei de tomar remédio e ir para o hospital. Estava muito próxima de Natsu. Até que passo a ver com outros olhos. Sim, eu me apaixonei por ele. Mas tinha um problema. Lucy já era apaixonada por ele. Droga! Pensei, sempre tem um problema. Mas, usei a angústia do que a honestidade. Resolvi seguir em frente, ignorar ela. Não queria sofrer de novo, eu não queria ficar sozinha. Com isso, traí minha melhor amiga.
E agora, na sala de espera. Derrubo litros e litros de lágrimas. Natsu não estava lá, é claro. Ele também se sentia culpado. Porém não era culpa dele, era minha. Toda minha. Eu resolvi pagar á ele para transar comigo. Tratei-me como uma puta. Estava desesperada. De novo eu agi por impulso.
Decidi ali, naquela sala de hospital, que Lucy não merecia uma amiga como eu. Ela merece coisa muito melhor. Porém, não deixarei de lutar pelo meu amor, agora eu serei rival de Lucy Heartfilia. E pela primeira vez, eu irei enfrentá-la, e mostrar que todos nós somos iguais. Ninguém é superior á ninguém. Com esse pensamento, saí do hospital pronta para esquecer Lucy. Mas, meu coração era contra essa decisão. Mesmo assim decidi ignorar totalmente meus sentimentos. Sabia que iria chorar, mas o quê eu poderia fazer? A vida é muito injusta. Muito injusta e cruel..
LUCY POV’S
Minha vida virou de cabeça á baixo. O tempo que passei no hospital foi um verdadeiro inferno. Eu odiava hospitais. Já que visitava constantemente no passado. O mais estranho é que o tempo que fiquei no hospital, Natsu e Lisanna não vieram me visitar. Perdi meus dois melhores amigos. Já estava sem chão e sem paredes para me apoiar. Até porque nem meu pai veio me visitar, é, eu estava mesmo perdida.
Fiquei no máximo uma semana no hospital. O carro atropelou meus quadris e pernas, por sorte não fico paraplégica. Não quebrou todos os ossos, tive que passar por uma cirurgia, mas estou melhor e posso voltar á aula amanhã. Coisa que eu não queria voltar, porque não sei andar de muletas, deve ser bem difícil.
Lisanna me fez perceber que o que eu fazia antes com as pessoas, não tinha sentido. Dar medo para meu prazer era só um modo de tentar ser feliz de alguma forma. Porém eu não ia conseguir nunca desse jeito. Mas quando eu tento mudar, de novo, a vida me pega de surpresa e me da uma rasteira que me faz cair de cara na lama. Agora, eu decidi que a Lucy deve se má a todo custo. Isso é uma mensagem de que eu devo continuar a ser má, meu jeito é assim, o meu destino é ser má. Não tenho como escapar.
Saí do hospital hoje, andando com muletas. Nessa uma semana, eu decidi voltar a ser a Lucy má, só que com mais vigor. Não tinha mais amigos, então, não tinha quem me proporcionar felicidade. Vou usar tudo á meu favor.
Chego à sala de aula andando com dificuldade por causa das muletas. Sinto todos os olhos fixos em mim. Estou de cara fechada e quando vou em direção ao meu lugar, passo direto. Sento na última cadeira sentindo o olhar fixo dela e dele em minhas costas. A aula passa normalmente.
Ninguém veio falar comigo a não ser Sherry. Conversamos muito, e senti que talvez possa ser amiga dela. Mas nada muito íntimo, não quero me machucar de novo.
Na hora da saída, passei por um atalho para não ser o centro das atenções. Era um gramado bem verde com algumas flores de cores sortidas. Ao passar, acabo caindo com tudo no chão. Dói muito. Começa a chover de novo, e com a chuva, começo a chorar junto com ela.
Quando de repente sinto braços musculosos me envolverem. Olho para ver quem é e minha cara se fecha. Era ele. Me solto de seus braços e me apoio em uma muleta para não cair, seus olhos mostravam tristeza e arrependimento. Já meu olhar demonstrava puro ódio.
- O que faz aqui? Por acaso está me seguindo?.- Falo com indiferença. Não irei cair na dele novamente. — Acho que estava muito ocupado satisfazendo putas para me visitar não é? Deixa, não preciso mais. — Assim, pego a outra muleta caída no chão e continuo á andar até o portão da saída. Mas sou virada para frente bruscamente pelos mesmos braços de antes. Fiquei de frente para ele, nossos rostos estavam perto demais. Agora, era ele que me olhava com ódio, e eu retribuí, não seria enganada novamente.
- O que está dizendo? Preocupei-me bastante com você!
- Ah sei, você se preocupou foi transando com um monte de puta! Me solta!.- Ele apertou ainda mais meus braços. — Está me machucando!
- LUCY! PENSEI QUE TINHA ENTENDIDO QUE NÃO TENHO ESCOLHA!
- NÃO! VOCÊ TEM SIM! MAS PREFERE FICAR FAZENDO ISSO!
- PORRA! VOCÊ NUNCA VAI ME ENTENDER! EU FUI ABANDONADO PELO MEU PAI PEQUENO! NUNCA TIVE UM CARINHO, MINHA MÃE MORREU NO MEU PARTO! COMO QUER QUE EU ME SUSTENTE? JÁ FUI GAROTO DE RUA! QUASE MORRI UMA VEZ SENDO ESPANCADO POR VALENTÕES! NUNCA VAI SE SENTIR SOZINHA COMO EU ME SINTO! VOCÊ UMA RIQUINHA MIMADA QUE NÃO TEM SENTIMENTOS! VOCÊ TEM TUDO! NUNCA VAI ENTENDER E..- Ele estava derrubando uma porção de lágrimas, porém eu o interrompi dando um tapa bem forte em seu rosto, estava surpresa com o passado dele e determinada á falar, ele olhou espantado e dessa vez, eu comecei a gritar.
- SIM EU ENTENDO! EU TAMBÉM ME SINTO SOZINHA! NÃO FOI VOCÊ QUE DISSE PARA MIM QUE AS PESSOAS TIRAM CONCLUSÕES PRECIPITADAS? VOCÊ ESTÁ FAZENDO O MESMO COMIGO! EU ENTENDO! MINHA MÃE FOI ASSASSINADA POR MEU PAI NA MINHA FRENTE! ENTENDE COMO É VIVER COM UM ASSASSINO DENTRO DE CASA? ENTENDE O QUE É FICAR COM MEDO A VIDA TODA? FUI ESPANCADA POR ELE A MINHA INFÂNCIA TODA DEPOIS DA MORTE DA MINHA MÃE! EU NUNCA SENTI A FELICIDADE! NUNCA SENTI O AMOR! POR CAUSA DELE, EU NÃO CONSIGO SORRIR! ELE TIROU TUDO MEU! FUI MALTRATADA POR QUALQUER PESSOA QUE SABIA DA MINHA HISTÓRIA! EU CRESCI VINGATIVA! COM DESPREZO NO CORAÇÃO! EU TINHA DECIDIDO CUIDAR DE VOCÊ PORQUE EU JÁ SENTI ISSO! É MUITO RUIM! É muito ruim.. muito ruim..- Minhas pernas fraquejaram e tudo ficou escuro novamente, as lágrimas pararam de tanto que eu chorei ao gritar. Senti um enorme peso saindo das minhas costas. Tudo ficou escuro e antes de apagar, pude ver as caras espantadas das pessoas do colégio, principalmente da minha ex melhor amiga. Sim, todo mundo tinha ouvido. Agora, meu pesadelo ia voltar á tona..
Notas finais
Beeijos!
Fale com o autor