É Tão Difícil Dar Certo..
12 Ajudas Inesperadas
Notas iniciais
Dooumo Arigato pelos comentários! Chegueei á 100! Uhuuulll!!
:DD
Beem, um cap aqui pra vocês, emocionante, não chorem muito hauhsuhas. Só sei que tô com muita pena da Lisanna, muitaa!!
Vou calar a boca se não eu conto tudo kkk, boa leitura ;)
FLASH BACK
LISANNA POV’S
Aos seis anos de idade eu era uma criança normal. Uma garota que sorria para tudo e fazia amigos rápidos. Brincava muito. Sujava-me e divertia bastante.
Na hora do almoço ou jantar, meus pais estavam sempre lá. Junto com meus irmãos. Éramos uma família linda, completa, e o mais importante, feliz. Sim, éramos felizes. Por que agora, parece que não somos mais.
Quando completei sete anos, entrei numa escola nova. Pensei que ficaria por fora de tudo, mas isso não aconteceu. Fiz amigos rápidos e tinha com quem brincar, mas aconteceu uma coisa que eu não admiti. Uma garota na minha sala, Lucy Heartfilia, teve sua mãe assassinada. Por causa disso, todos começaram á maltratá-la por não ter mãe. Pode se disser que fiquei com raiva. A pior coisa do mundo acontece com ela, e as pessoas ainda tiram sarro, não admiti essa atitude.
Quando um dia a vi apanhando de alguns colegas de classe no parquinho não agüentei, fui até ela e a defendi. A conheci bastante depois disso e posso dizer que assim que bati o olho constatei, ela era especial. Diferente, brincalhona, carinhosa, sorridente. Minha melhor amiga era assim.
Porém com o passar dos anos, eu pude perceber que a cor de pele dela não era normal. Toda vez que eu encostava nela, sentia que sua pele fosse de plástico ou borracha. Para mim, aquilo não era normal. Consegui a resposta para minhas dúvidas assim que tomamos nosso primeiro banho juntas com 9 anos.
Aconteceu de estarmos brincando na banheira da minha casa, quando de repente ela se levanta com tudo e o mais inesperado acontece. A pele dela caiu. Isso mesmo, a pele caiu do nada. Revelando uma surpresa de baixo.
Vi logo de cara que a mesma usava uma pele falsa para cobrir os milhões de machucados que tinha. Eram bem feios. Até suas partes íntimas estavam machucadas. Ela cobriu o rosto com a mão e começou a chorar. Tive medo primeiramente de tocá-la. Parecia que qualquer coisa que acontecesse, Lucy poderia se partir em mil pedacinhos. Tinha medo de machucá-la. Mas sabia que deveria fazer isso. Com cuidado a abracei e pedi para que a mesma me contasse tudo, que não importa o que fosse eu iria defendê-la, apoiá-la e estar sempre ao lado dela.
Dito e feito. Heartfilia me contou cada detalhe do acontecido, e fiquei com muita raiva do pai dela. Um desgraçado que machuca a própria filha e ainda matou a esposa deveria estar na cadeia. Porém, Lucy me fez jurar que eu não contaria para ninguém. Ninguém mesmo. Ela tinha medo do que pudesse acontecer. Jurei e prometi á ela que iria ficar do seu lado não importasse o que iria acontecer. E pude perceber depois o quanto era difícil cumprir aquelas palavras.
Aos 11 anos de idade comecei a ter um problema de família muito sério: Dinheiro. Sim, estava com problemas financeiramente, isso porque móveis e jóias da nossa casa sumia misteriosamente. Meus pais estavam ficando loucos. A conta poupança já tinha sido roubada duas vezes, sendo que no total foram roubados três mil reais. Era muito dinheiro. Além disso, eu não era tão rica. Era da classe média.
Esse problema encardenou mais outros. Meu pai foi despedido do seu emprego por razões desconhecidas, e passou a depender do álcool. Quase todos os dias chegava bêbado em casa. Minha mãe passou a trabalhar muito para sustentar a casa, o resultado foi ter ficado louca. Sim, minha mãe ficou totalmente louca. Minha irmã mais velha, Mirajane, fui estuprada na volta da casa de uma amiga e entrou em depressão. E para completar, meu irmão também mais velho, Elfman, passou a consumir drogas. Descobrimos depois que foi ele que roubou a conta, os móveis e as jóias para alimentar o vício.
Pronto, começou um pesadelo terrível.
Não conseguia fazer nada na escola e esses problemas me deixavam de muito mal humor. Tinha que conviver com as emoções de cada pessoa da minha família e aí uma pergunta que não quer calar: Cadê aquela família feliz e unida? Não sei, talvez nunca vá voltar.
Nesse período, Lucy estava também com um problema tremendo. O pai dela começou a abusá-la todos os dias, e isso tinham como conseqüência doenças nas partes íntimas, além disso, ela sofria psicologicamente, sendo que não tinha com ninguém para contar, apenas eu. O sentido das palavras que falei para ela estava vindo á tona. Era difícil cumprir, mas pela saúde dela eu cumpria, para ela se sentir melhor. Mesmo que eu estivesse triste, na frente dela eu era feliz.. apenas na frente dela.
Passou mais alguns anos e Lucy resolveu mudar de quadro. Com tanto sofrimento, ela acabou adquirindo ódio e desprezo pelas pessoas e até mesmo o pai dela não tinha coragem de enfrentá-la. Ela havia o botado numa cadeia particular num sítio bem longe da cidade. Essa cadeia era como a cadeia normal, mas os presidiários que haviam cometidos erros graves eram maltratados lá dentro, esse lugar era inexistente para a polícia. Ela só sabia metade da minha história: acabei ficando sem dinheiro e todos os móveis da casa sumiram por que meu irmão usava drogas.
Mas ela não sabia a condição do meu pai, da minha mãe, da minha irmã e a minha condição! De certa forma todos os problemas me influenciavam, mas eu não deixava transparecer na frente da Lucy, na frente dela eu estava sempre feliz, mostrando que eu tava lá para não deixá-la cair. Por anos eu perdi as contas de quanto queria chorar mais não podia porque tinha alguém dependendo da minha felicidade. Por anos eu fui uma pessoa falsa comigo mesma. Não tinha escolha, era sofrer ou ajudar minha melhor amiga.
Era bem difícil controlar meus temperamentos na frente dela. Por incrível que pareça eu conseguia, mas o desabafo ficava preso em mim e eu não conseguia me libertar.
Comecei a praticar um vício sem fim para eu desabafar. Praticava o Cutting, que era uma forma se aliviar contra qualquer tipo de pressão apenas cortando os pulsos.
Era um vício terrível que deixava muitas marcas em meu corpo. Porém, a melhor forma que encontrei. Comecei a usar uma pele falsa onde continha os cortes. O problema é que alivia quando corta, mas depois a dor é insuportável. Mas depois de um tempo me acostumei, meus pulsos estavam sempre cortados.
Com o tempo, os problemas foram aumentando até que um dia, alguém me seqüestrou quando voltava para casa depois de um passeio. Essa pessoa era um traficante que meu irmão estava devendo, e ele ia fazer o que quisesse comigo caso Elfman não pagasse.
Foram 15 horas de puro desespero. O traficante me abusou sexualmente e fui um pouco espancada. A ligação que o mesmo tinha feito á minha família foi de que o dinheiro deveria estar em uma maleta no estacionamento da rodoviária local dentro de um carro ás 3 horas da manhã. E assim, foi feito.
Quando deram 3 horas, o traficante me levou junto consigo armado para a rodoviária. Chegando lá, encontramos o carro no estacionamento vazio, assim como foi pedido. Ele se aproximou do carro e abriu a porta malas. Quando abaixou a guarda, meu irmão mais velho saiu do nada e o empurrou para dentro trancando a porta malas. Meu pai saiu escondido do carro e me abraçou preocupado. Choramos muito e o abracei com força.
Porém, pensamos que o traficante iria ficar dentro da porta malas trancado, mas ele conseguiu destrancar e assim que se levantou apontou o revolver para mim com meu pai. Estávamos abraçados e assustados. Elfman estava mais longe de nós, e o traficante o ameaçava que iria atirar se ele o atacasse de novo.
Foram 10 minutos que ficamos nessas ameaças, quando o traficante abaixa a guarda novamente e meu irmão o ataca, entretanto o ataque não funcionou dessa vez, ele disparou dois tiros em direção a mim. Meu pai sem pensar duas vezes me empurrou para o lado e recebeu os dois tiros no meu lugar.
Uma ambulância foi acionada e o traficante foi preso em flagrante, já que haviam gravado tudo em uma câmera da rodoviária. Meu pai foi para a UTI em estado grave. Foram horas esperando na sala de espera do hospital, todos roendo as unhas, todos com medo do que poderia acontecer. Quando o doutor saiu da sala, ele vem com uma cara não muito boa. Ansiosos, pedimos a ele que falasse notícias de meu pai, mas o que ele falou foi uma facada em mim. Meu pai estava internado em coma, estado gravíssimo e tinha passado por três cirurgias para remoção da bala. Ele passa bem, mas não tem dia para acordar, ou seja, poderíamos ficar anos esperando ele.
Essa notícia foi uma bomba para a nossa família. E cada vez mais que passava o tempo que meu pai estava em coma, mais nossa família era arruinada. Íamos nos afastando um dos outros, via só minha mãe na hora de dormir e a mesma chegava sempre cansada. Minha irmã sempre estava em seu quarto no computador, se saía era para comer, mas eu nunca a via. Meu irmão passou sair mais, e ficava noites fora de casa.
Apenas restei eu, naquela casa, vazia. O que tinha acontecido com agente? Cadê nossa família feliz? Sumiu..
Lucy virou a minha amiga para todas as horas, parei de praticar o Cutting e a melhor forma para desabafar eram histórias que contava a ela. Quase todos os dias eu dormia em sua casa, e de noite, eu contava histórias para ela, dizendo que eram todas inventadas, porém eram reais. Era a minha história. Meus sentimentos estavam ali. Lucy nunca percebeu, e foi melhor assim. Era minha melhor amiga e a única pessoa com quem eu podia falar..
FIM DO FLASH BACK
LUCY POV’S
Olhei assustada para Lisanna, e a mesma me olhava triste. Nunca pensei que ela teria passado por tudo isso. Então, era mentira que sua família era feliz e unida? Era mentira quando ela me contava que ia sair com a família? Era mentira que aquelas histórias que me contava era tudo real e falava que eram inventadas? Era tudo mentira?
Estava pasma, nunca tinha escutado todo o passado dela. E agora, eu estava sentindo ainda mais inveja. Sim, a Lisanna podia estar triste, mas ela perto de mim estava feliz, poderia até ser falsidade com ela mesma, mas ela estava feliz por minha causa. Ela estava lá, sorrindo para mim, mesmo que estivesse com o coração em pedaços. Percebi o quanto eu fui egoísta. Ela tava sempre do meu lado, fazendo tudo que eu mandava. Mesmo que estivesse triste, ela tava lá, me impedindo de cair e me defendendo com garras e dentes.
Lisanna demonstrou coragem e honestidade esses anos todos. Ela pensava em mim antes de tudo, ela se preocupava comigo. E eu, a retribui como? Pegando todos os meninos que ela gostava? Mandando-a fazer tudo que eu quero? Eu era mesmo um monstro.. por anos, nunca cheguei a tentar entender o que acontecia com ela. Não pensava em seus sentimentos, para mim, na época tudo tinha que ser do meu jeito, não importasse como. Se Lisanna não me amasse, ela não teria feito tudo isso para mim, ela não teria pensado em mim todos esses anos, ela não ficaria sempre do meu lado..
Com a invasão desses pensamentos, levantei-me com dificuldade e ranquei todos os fios que estavam no meu corpo de uma vez só. Ela me olhava assustada. Sentei e toquei um pé no chão gelado e logo depois fiquei de pé me apoiando em uma das muletas que estava ali perto. Mancando eu fui até ela e a abracei fortemente, derrubando muitas lágrimas.
– Lisanna, me desculpa! Eu sou uma anta, uma idiota! Nunca pensei em seus sentimentos, sempre me coloquei á frente de tudo, mandava você fazer tudo o que eu queria, fui uma insensível! Você tem total direito de me chamar de monstro, de beijar o Natsu, você pode! Por anos eu sempre pegava o menino que você gostava, por anos eu me preocupei mais com a minha reputação do que minha melhor amiga! Sendo que você estava passando por um período difícil, você estava precisando de uma amiga, e eu não estava lá para te ajudar. Obrigada por tudo que fez por mim! Perdoa-me Lis, eu amo você!.- Senti meu cabelo ficar molhado, levantei minha cabeça e ela estava chorando. Abracei-a com mais força, e meu abraço foi retribuído. Senti um sentimento inexplicável, um conforto, um carinho, segurança. Ela sempre me proporcionava isso, mas hoje foi com mais intensidade. Senti ter entrado no seu coração novamente, mas agora, eu não vou machucá-lo. Eu não vou ignorá-lo, eu vou cuidá-lo da forma que nunca cuidei, mas agora eu vou mudar, vou mudar para agora fazer a Lisanna sorrir, vou mudar para ser finalmente feliz..
Descobri pela albina que tinha dormido por dois dias seguidos, descobri mais que ela estava feliz por ter descoberto que seu pai poderia acordar a qualquer momento, depois de todos esses anos. Nossa amizade estava mais colorida, sentia o que eu nunca pude sentir. A felicidade. E pela primeira vez, consegui dar um sorriso sincero. Não tinha ido á escola ainda, Lisanna faltou três dias para me fazer companhia no hospital. Natsu eu não tinha o visto desde o gramado onde contei todo o meu passado. Minha melhor amiga disse que ele também faltou a escola e também não tinha o visto desde aquele dia. O tempo passou normalmente, e estava chegando o meu maior medo, meu pesadelo se tornar realidade. As pessoas me julgarem pelo meu passado, eu iria á escola amanhã e sabia que não ia ser nada fácil..
A manhã que eu temia chegou. Pude ficar sem as muletas e agora poderia andar. Estava dentro do carro pensativa quando senti uma mão no meu ombro, era ela me consolando de novo. Lisanna havia dormido na minha casa e falou para mim que iríamos à escola juntas, mas eu não tinha coragem de descer do carro. Antes de tocar o sinal, ela me mostrou um sorriso de companheirismo, retribui e com a coragem que consegui reunir, desci do carro.
Andei de mãos dadas com a albina até a sala. À medida que eu ia passando, todos olhavam para mim e me encaravam. Eu sabia, o rumor havia se espalhado. Cheguei à sala e quando entrei todos pararam de fazer o que estavam fazendo para me encarar. Senti todos os olhares fixos em mim e fui para o meu lugar, assim que sentei, vi todos da sala se aproximar, Lisanna ficou estática parada do lado da minha carteira, me enfureci.
– O que foi? Deu para cuidar a vida dos outros agora é?
– Calma Heatfilia.- Erza começou.
– Calma? Primeiramente, o que você quer? Irritar-me logo de manhã?.- Estava com raiva por fora, mas por dentro eu estava muito triste. Será que eles iriam me julgar? Por mais má que eu fui nunca fui forte. Eu me fazia de forte, mas nunca fui.
– Não Lucy. Na verdade estamos aqui colados na sua carteira para outra coisa. — Arqueei uma sobrancelha e esperei ela continuar, pude ver alguns alunos dos mais conhecidos da Lamia Scale e Blue Pegasus aparecerem. — Lucy, eu sei que você está triste por acabar ter de contar seu passado para todos da escola. Mas finalmente poderemos resolver as coisas com você. Desde ano retrasado, você sempre bloqueou qualquer tentativa de amizade com os outros alunos da turma. Sabe, sempre tivemos medo de você, depois de tentarmos fazer amizade e você bloquear, nos afastamos, porque tínhamos medo. Mas agora não temos mais. — Olhei com mais raiva ainda para Erza, ela me encarou séria e em vez de se encolher, manteu o olhar e tocou com uma das mãos no meu rosto, fiquei surpresa com esse gesto. — Sabe por quê? Porque sei que aprendeu contando o seu passado que todos nós somos iguais. Ninguém é superior a ninguém, e agora nós temos finalmente a chance de te conhecer melhor, de conhecer nossa colega de sala que nunca tivemos oportunidades. Sei que o que vou falar agora vai ficar brava, mas Lucy você é gentil, simpática, você tem um coração bom. Ajudou-me a ficar com o amor da minha vida, você salva a nossa classe de qualquer coisa, você já ajudou o Natsu em problemas, e eu sei muito bem que na sua festa, você colocou tudo de bom para nós aproveitarmos. Então, sei que diante de toda essa armadura que você tem que bloqueia as pessoas, possui um coração bom aí dentro. E esse coração é o que queremos conhecer. Queremos que você nos aceite como seus amigos, queremos que deixe te conhecer, e o principal de tudo, sempre conte conosco, nunca iríamos julgá-la por algo assim. Somos a Fairy Tail, e a aqui não julgamos nossos colegas. — Não consegui responder, meus olhos encheram de lágrimas e eu chorei, chorei e chorei muito. Erza enxugou minhas lágrimas e deu um sorriso feliz, retribuí esse sorriso e todos me olharam espantados, inclusive ela. De repente, todos estavam batendo palmas e estavam felizes. Nunca pensei estar assim com meus colegas de classe, ele estava lá, e estava também batendo palma. Entrei na onda e nunca me senti tão feliz na minha vida, Lisanna estava batendo palmas junto comigo. Sei que essa jornada não vai ser fácil, mas se eu tiver todos junto comigo, eu sei que consigo!
Notas finais
Vão me matar ainda? haushuahsa
Qualquer erro me avisem e gomeen nasai!!
Beeijos!
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