É Impossível Evitar
2 Capítulo 2: Uma Ponta de Iago
Notas iniciais
Eu voltava para casa numa noite tranquila, ao chegar na rua onde morava, adivinha quem eu encontrei? Ele! Ele mesmo! Meu amado Endo...
- Endo! — Falei, enquanto sorria.
- Kazemaru... — Ele falou, cabisbaixo, voz rouca e um olhar que levantava-se subitamente... Ele não parecia feliz.
- O que houve? — Percebendo que algo estava errado, perguntei.
Ele levantou a cabeça e o olhar, parecia ter um pouco de raiva.
- Estão me chamando de gay! — Ele esperou uma resposta, não a obteve — Já não bastasse aquele imigrante, o Diogo, contar isso, agora eles tem prova!
A esta altura, meu sorriso já havia desaparecido, e eu calado lá... Cada palavra, uma facada.
- Eu não sinto nada especial por você, Kazemaru.(Mentira!) Para afastar as suspeitas irei tirá-lo de sub-capitão e colocar o Tachimukai.
- Endo, eu...
Ele me interrompeu com um sinal de "Basta!", apenas terminou dando o golpe final:
- Eu gosto é da Fuyupe
Ele virou as costas e se foi, caí de joelhos, os olhos foram ao chão.
- Tinha que ser logo a Fuyupe? — Falei — Está tudo perdido?
Levantei-me e fui para a casa calado.
- O que houve? — Foi a pergunta de meus pais.
- Nada — Foi minha simples resposta.
Ainda passei manteiga num pãozinho e subi as escadas que levavam a meu quarto, olhando para os degraus... Entrei no quarto, peguei a cadeira do computador e sentei de frente para a janela, comendo o pãozinho...A lua daquela noite não aparecia, estava na fase de lua nova, as estrelas eram poucas no céu, aquilo acentuava a tristeza daquele garoto estático que parara de comer o pão... Aquele garoto era eu! As luzes da noite nas casas, dava alguma luiz á imagem escura que eu contemplava, imagem triste. Abaixei a cabeça, tristonho, mas tornei a levantála.
Um brilho de maldade irradiou-se de minhas pupilas e iluminou-me o rosto todo.
- Vingaça! Doce vingança é a resposta!
Sorri maleficamente.
- Se o Endo não me quer, não terás a Fuyupe.
E passei a noite arquitento o plano, como separá-los e arruinar Endo? Endo sofreria mais que eu e viria a mim. Soltei uma risada maléfica e assustadora.
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