Áurea
1 Capítulo 1
Prólogo
A última folha de outono caíra
E com sua queda o novo Rei ascendia
Aquecendo o inverno com fogo e lágrimas
Eram livros e relíquias que alimentavam a fumaça
Mas o amuleto que tanto procurava
Permanecia perdido, a poderosa joia áurea
E enquanto o belo e exuberante céu debruçava sua muda beleza
O caos gritante e o terror constante consumiam aquela terra com frieza
O som do desespero ecoava da baía até a floresta
em notas altas e desorientadas de súplicas sussurradas através das brechas .
Até as lanças reais romperem a melodia atormentada
Com um gesto brusco que tornou vermelha a areia amarelada.
No silêncio fúnebre uma única voz entoava:
– “ Pela ordem de Vossa Majestade está decretada a destruição maciça de todo e qualquer objeto que possua ou remeta magia. Qualquer pessoa ou criatura que tenha ligação com o sobrenatural será perseguida e exilada. Imediatamente!”
Findado o pronunciamento iniciou-se a sentença
os guardas avançaram sob a multidão de condenados os empurrando com suas mortíferas armas para um destino ainda mais letal
O mar de Arendelle era mais trevoso que a mais densa das noites
e sua neblina brotava com aroma medonho e mortal.
E quando a esperança por fim se extinguira
um raio de luz de repente se estendia
cegando os guardas e envolvendo os exilados
Os fez desaparecer sem deixar rastros
E enquanto se espantavam com o que ocorria
A neblina envenenada aos poucos sumia
Diante de uma plateia perplexa e preocupada
A maldição dita eterna
Estava em fim cessada
–Anônimo
1º
Arendelle, 123 anos depois
Estavam na sala de relíquias, um cômodo que já fora vazio, espaçoso e portanto ideal para brincadeiras. Mas como as princesas cresceram e a esqueceram, por ironia ou por destino, a sala esquecida tornou-se o lugar das coisas lembradas.
—“A maldição dita eterna estava em fim cessada”.—Disse a jovem Rainha Elsa ao concluir o velho poema que narrava o sombrio reinado de seu antepassado.
—Viu? Isso sim é um governante ruim.–Disse a ainda mais jovem Princesa Anna enquanto remexia aquela pilha de coisas velhas, ou “relíquias” como sua irmã chamava– Expulsar metade da população só por achar que eles mexiam com magia, com certeza, é muito pior do que 2 dias de “inverno eterno”.
— Por isso ele ficou conhecido como o Rei Insano.—Ela guardou cuidadosamente o velho e desgastado papel que agora estava seguramente emoldurado.—Mas nunca saberemos se houveram piores, metade do seu reinado foi perseguir bruxos e a outra queimar os registros de nossos antepassados. E é por isso, Anna. Que devemos ter muito cuidado com tudo que está aqui.
Foi só ela falar isso para Anna apertar a pequena bolha de ar recém-encontrada na parede. Um suave toque já bastou para provocar a rachadura da pintura da parede inteira. Ela levantou os olhos com a maior discrição, ou sinceramente falando cara-de-pau mesmo, que o susto lhe permitiu. Abafou um suspiro de alívio ao ver que sua irmã ainda não notara. “Talvez tenha como disfarçar”. É o que deve ter passado pela a sua cabeça quando pegou uma estátua para tampar o estrago que havia feito. Mas aquilo era pesado, e exigia certa habilidade pois apesar da aparência, força a princesa tinha de sobra. E estava quase lá quando...
—Terminei!
A voz de Elsa fez Anna largar o objeto sobressaltada. O que provocou: a colisão imediata da estátua com a parede, a decapitação da primeira, um buraco indisfarçável na última, destruição total da pintura e a revelação espetacular do desastre. Um minuto de silêncio para aquela parede tão porcamente construída.
—O que é isso?—Perguntou Anna apontando para os nomes que estavam escritos perto do rodapé, oportunamente desviando a atenção do problema.
Elsa se abaixou, fez um pequeno esforço com os olhos e por fim sorriu. Anna também sorriu, por dois bons motivos. Um, porque era sempre bom ver sua séria irmã sorrir e o outro porque isso significava que sua malandragem ainda dava frutos.
—Isso foi há muito tempo, você só devia ter uns 2 anos. Nem vai conseguir lembrar. Mas eu lembro, porque nunca tinha visto tantas crianças aqui.–Elsa sorriu nostálgica– Era uma festa. E enquanto os adultos se divertiam lá fora nos divertimos aqui dentro. Uma das brincadeiras foi escrever nossos nomes e pelo o que seriamos conhecidos.
Apesar da caligrafia sofrível conseguia-se ler: Anna, a Alegre; João, o Bravo; Elsa, a Sábia chata.
—Quem fez isso?
— Deve ter sido o Enzo—Elsa apontou para o nome ao lado Enzo, o Divertido esquisito— Eu nem me lembro direito dele ou porquê ele resolveu implicar comigo.
—Ah, mas você deve lembrar. Pelo menos um pouco.—Anna a olhou maliciosamente— Para já está com essa cara amarrada.
—Então só registrei a personalidade ruim dele, porque o rosto fiz questão de apagar.– Ela retomou o sorriso só para contrariar, pois não havia sinais de contentamento em seu tom. —Só me lembro que ele era esquisito. Esquisito de um jeito que nem consigo explicar. E era muito, mais muito irritante...Ah é! E os olhos dele eram....
— MAJESTADE!- Gritou a empregada ofegante e apavorada.
Elsa e Anna foram ao seu socorro, parecia que a velha senhora estava prestes a desmaiar. E quando, custosamente, conseguiram a acalmar o suficiente para perguntar, ela voltava a tremer e gaguejar. Até finalmente conseguir dizer:
—De-Demônio! I-Igreja! Fogo!!!
***
Não era preciso nem adentrar o templo para ver os sinais do caos. Gente correndo, gente chorando e gente correndo e chorado. Os que não faziam nenhum nem outro gritavam trêmulos todos os apelidos de Satanás. Assim que chegaram no altar, viram um corpo envolto em fumaça e debruçado sob a mesa . A cabeça era uma caveira de dentes cerrados e longos chifres. Ao menos o resto tinha forma humana e a criatura estava vestida da cintura para baixo.
—Pa-parece que ele desmaiou...Majestade.— Disse o Padre agarrado a Bíblia e ao crucifixo.
—E quando foi que ele chegou?—Indagou Elsa.
—Quando e como ninguém sabe. Bem ...Eu só vi o meio da confusão. Todos gritavam ou-ou atiravam coisas. Mas parece que el- ou melhor dizendo, isso estava correndo pela abóboda. Fa-fazendo algum tipo de dança satânica! Segurando os chifres e nos olhando com seus demoníacos olhos amarelos.—E o idoso gesticulava dramático a narrativa.—Os guardas foram chamados. Mas eu! Eu estava preparado para o meu destino. Peguei a Bíblia... E aí ele caiu. Caiu só. Deve ter sido a barricada, aquilo é um perigo. O coral caia tantas vezes de lá que eu tive de trocar a mesa de madeira por mármore. Tudo o dinheiro do dízimo estava indo pro carpinteiro!
As irmãs se aproximaram da mesa , ficando cada uma de um lado.
—Vou tentar acordá-lo- Elsa começou a aproximar sua mão.
—Sério? Depois de uma queda de 3 metros no mármore?!—Anna ficou bestificada— Ele já deve ter até voltado de onde veio...Ai Meu Deus! Mexeu!
Anna imediatamente o nocauteou com a primeira coisa que viu, um candelabro longo e pesado. A porrada foi tão violenta que o fez ficar de barriga para cima, talvez mais desacordado do que antes. E Elsa tocou de novo na nuca dele, agora com menos frio para ver se a reação dele e o susto da Anna seriam menores. Mas de novo a coisa despertou bruscamente e de novo foi abatida. Dessa vez não por medo, e sim por vontade.
—Anna!—Repreendeu Elsa.
—O que?—Retrucou Anna— Eu só estou te protegendo!
—Eu sei! Só não... Não precisa fazer isso. Vai ficar tudo bem, tá?
Anna não respondeu mas lembrou de acertar o bicho de novo. A pancada foi com uma delicadeza tamanha que fez a cabeça voar e se quebrar ao meio. Um momento de silêncio e depois:
—A princesa matou o bicho!!!- Anunciou o Padre
—Não.—Ela disse
—O que? Tá vivo ainda?!—Ele se aproximou e seus olhos se arregalaram
—Ele é...
—Humano.—Completou Elsa
Era um rosto ordinariamente humano com cabelos castanhos e cacheados, tinha uma pele bronzeada demais para ser nativo de Arendelle. A única coisa monstruosa até então era o enorme calo em sua testa.
—Vamos tentar acorda-lo. De novo. E agora nada de porrada, ouviu Anna?
—Sabe que isso não vai depender de mim— Disse já preparando a pancada.
Mais uma vez, Elsa aproximou seu dedo cuidadosamente até a pele quente dele. Ele levantou de repente, mas dessa vez não apanhou, Elsa conseguiu congelar a arma da irmã no chão.
—Uau!- Ele sacudiu a cabeça enquanto se sentava –Parece até que eu levei um choque— disse sorridente—Tem como fazer de novo?
Era razoável que todos esperassem que ele dissesse mais alguma coisa, mas ele ficou lá, olhando para eles com o sorriso ainda estampado no rosto( talvez ainda estivesse esperando outro choque térmico).
—Er... Se importa em nos dizer quem é você?—Começou Elsa.
—Ah! Claro. Eu sou....—O sorriso desapareceu e deu lugar a uma expressão de confusão—Eu.... Não me lembro.
***
Enquanto isso no castelo, Olaf procurava seus amigos. Não estavam no salão, nem na sala de jantar, nem nos quartos...
—Epa! O que foi isso ?–Ele sentiu ver algo peculiar no quarto de Elsa.
Era um vaga-lume, mas ele era vermelho e esquisito, isso porque tinha o dobro do tamanho que deveria ter. O boneco de neve o viu zanzar sem rumo pelo quarto. “Deve está procurando a janela” ele pensou. Olaf tentou diversas vezes dizer para ele a direção, mas lembrou que os insetos não ouviam muito bem então resolveu usar o método dos humanos para falar com ele. Pegou a primeira coisa por perto e jogou nele.
—É pra lá!—Ele apontou.
E foi jogando coisas nele até ele desviar para o rumo da janela, e aí foi só arremessar algo para quebrar a janela e o bichinho foi embora.
—Tchau amiguinho!—Ele foi a janela se despedir—Ué! Já voltou?
Voltou, e atrás dele havia um miríade deles. Apesar de não ter como ver os rostos deles, a situação não parecia boa. Mas isso não impediu Olaf de dizer:
—E você trouxe mais amigos!
Milhares de insetos saíram da chaminé.
***
De volta a Igreja. Os progressos não pareciam consideráveis, o rapaz não conseguia se lembrar de nada que não fosse escuridão eterna e um, muito agradável segundo ele, arrepio no pescoço. O pouco que se podia saber dali era de que se tratava de uma pessoa inofensiva e até meio besta, apesar dele se comportar de maneira atípica para situação, não dando mostras de medo ou desconcerto.
A essa altura, era Elsa quem estava falando, contando para ele o que tinha acontecido. Enquanto isso, o Padre, que ainda não estava convencido da humanidade do interrogado, fazia um pequeno teste. Que por sua vez consistia em mostrar “sutilmente”, ele estava atrás da Rainha, objetos que poderiam refrescar sua memória: pés de cabra, enxofre, a cruz investida. E de fato houve efeito, pois o rapaz começou a coçar as costas que haviam sido envoltas em um grosso cobertor. Então veio a prova final: uma fina fumaça saia de seus ombros.
—Não lembra nem do seu nome?-Disse Anna.
—Acho que era Adam. Ou talvez Robert... Eu tenho cara de Robert?
—Talvez Satã—Disse o Padre se afastando.
—Ou Lúcifer- Disse Anna
— Capiroto?—Figurante nº 1
—Belzebu?—Figurante nº 2
—Tinhoso!—Figurante nº 3
Aí virou uma confusão. Até o Padre surgir detrás do rapaz e virar um balde com água em cima dele, provocando um névoa de ar quente.
—Eu sabia! Majestade, ele é mesmo um demônio! Veja como ele derreteu com a água-benta.... Jesus! Ele voltou!
O vapor se dissipou e o rapaz apareceu tão seco quanto antes.
—Padre.—O chamado da jovem Rainha fez com que o ancião saísse de seu recolhimento e chamou a atenção dos demais.
Elsa concentrou a neve em seu dedo-indicador e tocou o ombro do suposto demônio. Imediatamente a neve se evaporou. Ela não havia notado esse detalhe quando tinha tentado acorda-lo, por isso sentiu um discreto fascínio ao perceber que ele poderia ser tão “humano” quanto ela.
—Eu me lembrei!—Todos o olharam expectantes—O arrepio! Era essa a sensação do arrepio! Tem como fazer de novo?
Suspiram frustrados.
—Me desculpe, Senhor Demo-quero dizer....—Disse o Padre.
—Enzo.- Elsa disse o 1º nome que venho a sua cabeça—Vamos te chamar de Enzo. Pode ser?
—Ah, podem me chamar do vocês quiserem. Eu não me lembro de nada mesmo.
—Ótimo! Padre, tranquilize os fiéis, vocês podem voltar a suas atividades. E Enzo, venha comigo. Vamos te levar para os... “médicos especializados”
Caminhavam para o saída da capela.
—Por que não chamamos o Kristoff? Ele sabe o caminho melhor do que ninguém — Perguntou Anna.
—Porque vai demorar. Ele ainda está no horário de serviço, não está?
—Mas ele é o Entregador Oficial. É só chamar que ele aparece.
—Anna!!!—Kristoff entra na Igreja esbaforido- O castelo está com um bando...
—DE INSETOS!!!— Interrompeu a mesma empregada histérica.
Mal chegaram nos portões e já tinha aquela muvuca de empregados correndo de um lado pro outro. Agitados pontos vermelhos tomavam conta do ar, o voo frenético e convulsivo daquelas criaturas turvava as vistas e acentuava o caos.
—Meu Deus!—Anna ficou indignada—Qual é o problema desse dia?! Um coisa atrás da outra!
—Anna! Cuida do lado de fora que eu cuido do lado de dentro.—Elsa já tinha corrido para o castelo.
Anna já foi logo subindo em Sven e bradou em postura heroica:
—Kristoff! Vem comigo!
—Tá mô, não precisa gritar.—Ele desamarrou a rena do trenó—Eu tô do seu lado.
E partiram bravamente.
—Pessoal?—Só Enzo ficou esquecido no banco de trás.
Mas enfim, voltando a atenção para a bravíssima princesa. Anna incendiava desvairadamente o redor do castelo.
—Por que você tá queimando as plantas que espantam eles?!—Perguntava Kristoff firmemente agarrado a ela, pois aquela velocidade e o rastro de fogo tornariam sua queda mortal.
—É para acentuar o cheiro!—Ela gritou, mesmo com o ouvinte estando com o rosto colado ao seu—E fogo também espanta! Então vamos tacar fogo!
***
Olaf desliza pelo telhado com os bichos na sua cola. Conseguiu desviar discretamente de uma chaminé e mudou sua rota, os insetos continuaram seguindo reto.
—Ufa! Despistei eles.
Mas o alívio durou pouco. Logo o telhado acabou e a enorme barreira flamejante estava incluída na queda. O boneco de neve mergulhava apavorado para a morte certa e .... Alguém o pegou.
—Você está bem?–Enzo corria com ele no colo.
—Acho que tô....– Olaf estava derretendo.
Quando viu que estava saindo vapor dos seus braços e que isso estava fazendo o boneco cair aos pedaços , Enzo o colocou no chão, ou pelo menos o que sobrou dele. Apesar do seu estado, Olaf conseguiu dizer algo parecido com “pega os meus braços” e o rapaz tirou os gravetos daquele monte de neve esfarelada. Como podia mexer as mãos sem precisar do corpo, Olaf conseguiu porcamente montar sua cabeça, isso é claro dando as instruções para Enzo.
— Maravilha!- Disse o boneco de depois colocar seu nariz de cenoura.- Espera, aí- Olaf notou algo- Levanta minha cabeça, o mais alto que poder- Enzo obedeceu- Ok, pode baixar.
—O que foi?
—Ah, besteira. Só mais um bando daqueles insetos vermelhos chegando.
—E isso é...normal por aqui?
—Até que não. Mas vai lá saber o que é normal. Teve uma vez que me disseram que não era normal um boneco de neve falar! Imagina isso!
—É...que loucura.- Enzo acha aquilo um tanto estranho, mas como ele não se lembrava se boneco de neve falava, ou até mesmo o que era neve, deixou por isso mesmo.
—Mas relaxa. Insetos não gostam de fogo e a gente está atrás desse incêndio. Então, acho que tudo vai ficar bem.
E os insetos foram se aproximando
—É que eles são meio burrinhos- Justificou Olaf.
E eles continuaram se aproximando e foram de encontro as chamas. Não os viram mais.
—Viu.- Os bichos atravessaram a barreira- CORRE!
Correram desesperados, era Enzo segurando os braços e os braços segurando a cabeça.
***
Elsa já havia lançado uma rajada de neve que fez todos os insetos caírem apagados, mas a batalha ainda não estava ganha pois outros mais não paravam de chegar. Quase todos os cômodos do castelo foram vasculhados, só faltavam os quartos, e era justamente do dela que estavam entrando. Assim que ela abriu a porta, os vaga-lumes imediatamente organizaram um círculo a sua volta. Não parecia perigoso, mas ela que não ia esperar para ver. Congelou todo o quarto e até tampou as janelas e a chaminé com o gelo. Um instante de calma, e ela saiu do quarto aliviada. Até ver que o instante acabou.
Do lado esquerdo do corredor Anna, Kristoff e Sven corriam de mais uma leva de bichos e do outro lado Olaf e Enzo faziam o mesmo. Eles já estavam entrando em rota de colisão. Mas antes que Elsa pudesse sequer pensar em qualquer coisa, os vaga-lumes congelados na janela se libertaram. De repente, tanto os insetos vivos quanto os ressuscitados saíram pela janela, rumando para um lugar longínquo da floresta. Eliminando toda a sua presença do castelo.
***
Depois dessa sequência de bizarros eventos, já estava mais que justificado a visita deles aos “médicos especializados”.
O Pabbie, Rei dos trolls para os outros e pedra falante para Enzo, passava as mãos na cabeça do jovem. Estava de olhos fechados e muito concentrado, mas sua expressão não era animadora.
—Não adianta-Disse o ancião- Só tem escuridão eterna aí.
—Eu não disse.- Enzo suspirou
—Tudo que posso afirmar é que é uma maldição muito poderosa, essa sua rapaz.
—Achei que a cabeça fosse fácil de resolver.- Disse Elsa desanimada.
—E é. Mas um assunto mal-resolvido não.
—E esse assunto tem alguma coisa a ver com um ataque de vaga-lumes?- Perguntou Kristoff.
—Vaga-lumes vermelhos e imortais?- Acrescentou Anna.
—Não sei se essa é a resposta para as suas perguntas. Mas é uma resposta.
O troll lançou algo no ar, fazendo com que aparecesse três luzes cujas formas eram respectivamente: uma flor rosa, um sol vermelho e uma folha marrom.
—O que significa? – Indagou Elsa.
—Desculpe por não poder ajudar mais, Majestade –Ele abaixou a cabeça tristemente- Mas o pouco que sei é que dessa vez diz respeito ao passado.
As três luzes desapareceram.
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