Notas iniciais
Espero que gostem :o O pov muda na última parte!

Nada era para sempre. Se pelo menos tudo não fosse tão inconsistente... O repentino na minha cara me fazia sorrir em um escárnio, que amargava o canto da minha boca, corrompendo.

Eu queria ter te esperado mais um pouco, um pequeno vislumbre do teu rosto talvez me fosse o suficiente/ou sim/ou não/ou sim/ou não/mas como queria...

(eu te diria: sete dias passam muito rápido, em um tempo de piscar já viravam vento)

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Mesmo que eu me distraísse, conseguia ouvir a praia no teu rosto de longe, como se toda aquela mentira que vivi fosse uma realidade significante (o que poderia não ser verdade e, ainda assim, não me importava: aqueles olhos não pareciam mentir, algo de especial era dito além daquelas mãos que se entrelaçavam às minhas quando entrávamos em sincronia, quando o céu e o sol refletiam no mar e o iluminavam. E então eram aquelas palavras descontraídas, mas significativas, e esquecíamos de qualquer indecisão).

E eu voltava a desaparecer naquela escuridão que o mar também refletia ao anoitecer. O mar era espelho, assim como eu era... como um dia fui... (porque eu era uma pessoa que tinha algum tipo de autonomia que não imaginava...?)

Mas o mar, naquele momento, estava tão claro que eu quase esquecia daquele fato infeliz de miragem, reflexo, faz de conta. Desde que chegasse à noite, o céu e o mar azul se encontravam por um momento, e era quase como se estivessem em um sonho/e talvez estivessem/

ou sim/ou não/ou sim/ou não...

Pensei ter ouvido você chorar...? O som das ondas era tão perto.

Você parecia brilhar como aquele azul-verde, que encarava além do sol vermelho, da ampla escuridão esquecida, e do branco que atormentava (qual parte de meu vislumbre seria um sonho?)

Sonhos são pedaços de memórias, assim como fragmentos que se alimentavam de seu espírito pouco a pouco (como pesadelos). Pouco a pouco eu acabava por me debater, tentando desistir. Mas a luz sempre me acolhia com palavras gentis (na escuridão profunda eu via um fio de luz nem um pouco enganador).

Sua risada era suave como as asas de uma ave ao voo. Naquele céu tão e tão azul eu tinha medo de que você pudesse se perder e não acordar de novo (queria que você pudesse ouvir minha voz antes de desaparecer).

Meu sorriso não era tão doce quanto gostaria.

Mas no fundo da escuridão não conseguia mesmo ter raiva de você.

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"Talvez a gente consiga chegar na praia dessa vez."

Uma voz chegava em um sussurro aos meus ouvidos, e então vinha aquela vontade louca de ir à praia. Quem estava além daquele mar brilhoso? Os grãos de areia não respondiam, e o mar era cálido, mas não impressionava.

Tinha uma sensação que aquele dia deveria ter chovido. Mas o mar estava tão claro que era quase insuportável. A voz que sussurrava aos meus ouvidos não tinha mais pernas ou braços, era apenas um conceito que me condenava. Devia ser um trocado dos bem pagos. Dia após dia, o céu estava claro, mas tinha uma certeza quase absurda de que não deveria ser assim.

Sentia uma calma que até mesmo me surpreendia. Salgadas e frias, as ondas eram águas em que a doçura já se foi (nem mesmo o vento poderia consolar).

Entretanto, coloquei os pés na água acolhedora, ainda que um pouco gelada (o mar estava frio, e ele me dizia para ir para casa).

Mas fechei os olhos e encontrei aquele garoto outra vez.

Notas finais
Até!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!