Àurea Linda
3 Capítulo 3 - Uma cidade mascarada
Notas iniciais
Semanas se passaram e Áurea Linda estava feliz com a cidade nova e os novos amigos, Cás e Mad. Exceto quando se tratava do prefeito da cidade, o Sr. Timóteo Holpcks, um homem de meia idade, com seus cabelos acinzentados, olhos pretos, usava como uniforme seu terno preto e sempre acompanhado de seus patéticos seguranças. O Sr. Prefeito tinha planos diferentes para a Escola Central de Três Rios e toda semana fazia uma visita de rotina à sala da Sra. Leda Camargo, uma diretora exemplar de meia idade, morena com seus cabelos estilo black e sempre usava roupas que ela pudesse ficar à vontade. Leda preservava o futuro da escola, custe o que custar, pois, como a mãe de Linda, ela acreditava que o país só poderia ser melhor a partir do momento que houvesse investimento na educação.
— Awrn! esse prefeito não me desce , olha a cara de corrupto Mad!- sussurra Linda ao ver o prefeito saindo da sala da Sra. Leda, depois de sua visita de rotina.
— É amiga! Eu sinto a mesma coisa! Pena que não podemos mudar isso. — disse Mad.
— Porque não? — Retrucou Linda.
— Há anos que a família Holpcks detém o poder da Cidade. — explicou Mad.
— Hãn? Me explica isso direito.- disse Linda com os olhos arregalados.
— Nós temos o poder de voto, porém não adianta, pois as eleições são sempre burladas pela família Holpcks e seus "ajudadores", pessoas que se beneficiam com a eleição dos Holpcks. Não mudamos de prefeito faz tempo, sempre é alguém da família Holpcks. — explicou Mad.
— E a população sabe disso? — indagou Linda.
— Sim! Todos sabem, porém não tem como fazermos nada, porque tudo aqui nessa cidade é coordenado pela família Holpcks e seus cúmplices. — disse Mad.
— Mas... Mad.... Quem é a maioria da cidade? A população ou os Holpcks? — confrontou Linda.
— Mas... mas... não podemos fazer nada! Dá última vez que levantamos contra eles, os Holpcks pararam de oferecer os serviços para nós, os moradores da cidade, ficamos sem comida, bebida, transporte, entre outras necessidades. E acabamos nos rendendo ao poder dele. — com a voz de tristeza Mad explicou.
— Tem que ter alguma saída! — afirmou Linda.
— Não. Não, há! — afirmou Mad.
Linda olhou fixamente para o prefeito e a diretora indo para o portão da escola, não se conformando com toda história e viu a necessidade de tentar fazer a diferença naquela cidade, nem que ela fosse a primeira pessoa a fazer isso.
Em meio aos sentimentos ruins que se movimentavam dentro dela, Linda viu um menino encostado ao lado da porta da penúltima sala que fica na direção do corredor que dá ao portão da escola, ele estava com seu notebook na mão, calça Jeans claro, blusa listrada nas cores preto e branco, ele era branco, de cabelo preto, olhos pretos, um tênis All Star e usava um óculos com armação redonda na cor preta. "De fato esse menino e um nerd", pensou Linda.
Ela o observara antes nas aulas de física e matemática que ambos tinham juntos. Ele a intrigava, fazia ela imaginar como seria a mente dele, por muitas vezes ela pensou em falar com ele, porém algo a impedia, um frio na barriga talvez.
— Heeeiii! Linda, acorda!!! Tá olhando pra onde? — indaga Mad.
Linda leva um susto e diz:
— Na....da! Não estou olhando nada! .
— huumm... sei... bem! Não importa! Olha quem está passando no corredor! — Med faz uma expressão de apaixonada.
Caminha pelo corredor, Felipe Treiner, o garoto mais popular da Escola Central de Três Rios. Com seu casaco college do time de futebol da escola das cores azul e branco a parte de trás escrito "JINKERS", o nome do time, e na parte da frente um "J" estampado no lado do peito esquerdo, moreno de cabelo castanho arrepiado,com seus olhos castanhos e seu charme, Felipe tirava incontáveis suspiros.
— Ah! sim... o idiota do Felipe! — afirma Linda.
— Idiota nada ele é um lindo! — afirma Mas com olhar de apaixonada.
— Nunca vou ir com a cara dele Mad, oq ele fez com você não é perdoavel! — disse Linda.
(a seguir, parte narrada por Linda)
Mad é uma menina linda e alegre, mas quando tinha seus quatorze anos se apaixonara pelo famoso Felipe Treiner , apenas mais velho um ano. Eles eram um casal perfeito, segundo Mad, que me disse não saber o motivo pelo qual o Felipe se distanciara dela e deixa-la sozinha já que ele retribuia o amor de Mad e por mais que esteja sofrendo por dois longos anos, ela não deixava de ama-lo.
Mas eu, Linda, sei o que era. É como sempre é, ele queria manipular Mad, pois não queria ficar sozinho, brincando com os sentimentos da minha amiga e fazendo ela se arrastar por ele. Bom, é assim que os homens que não prestam fazem, brincam com as meninas para se acharem o "dono da cocada preta", " o Deus grego", " o senhor do mundo", " o dominador". Isso não se faz. E até hoje minha amiga o ama, espero que um dia ela veja a verdade.
Tentando afastar esses pensamentos da minha cabeça, eu pergunto a Mad:
— Quem é aquele menino que está encostado na porta com o notebook na mão?
— Ele é o Albert Rutenford, o nerd do segundo ano! Você sabia que ele frequenta as nossas aulas de física e matemática? — diz Mad.
— Éh! Eu nem reparei. — eu disse.
— Sei que não reparou! — Mad me olha desconfiada e continua a falar — o Cás é amigo dele! E olha que coincidência, Cás está lá perto dele! Vamos, falar com o Cás !
Mad puxa meu braço em direção à Cás e Albert. E nesse momento um leve desespero consome o meu peito, meu cérebro apita um sinal de alerta : " Sai correndo, sai correndo, dá tempo!". Eu não entendo essas sensações e minha mente se enche de perguntas: como eu tenho essas sensações se eu nem o conheço? Porque essas sensações por Albert um nerd estranho?. Não há respostas para as perguntas do coração, só sei que nesse momento preciso sair correndo, eu devo sair correndo.
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