À flor da pele

75 Quem é vivo sempre aparece!


Notas iniciais
Quem é vivo sempre aparece - Isso serve pra mim tbm XD Desculpem a demora, é que eu ando no meu periodo de leitora. Já li 57 livros esse ano e vou começar uma série com 25 hoje, eu me prendo e não consigo parar. Mas, vocês que são leitores, me entendem, tenho certeza!! u.u Segue capitulo fresquinho, escrevi hoje mesmo! Tem umas surpresinhas aí no meio u.u Boa leitura!

Theodor

— Fala comigo, querida. — Digo para Diana. Simon estacionou em sua garagem e saiu do carro, nos deixando ali. Ela está em silêncio, completamente corada e calada.

Depois que Eleonor desceu do carro, a acompanhei até a entrada do clube e pedi a Vince para mostrar seu quarto. Então voltei para minha mulher que, desde aquele momento, não fala comigo.

Acho que posso tê-la deixando em estado de choque.

— Vamos lá, amor. — Levo minha mão para cima da dela em seu colo. — Não foi um reencontro ruim e ela vai ficar longe, vamos ver Eleonor só quando for necessário, pelas aparências.

Então ela finalmente me olha. Seus lábios e abrem, como se fosse dizer alguma coisa, mas ela os fecha em seguida e começa a mexer a cabeça em negação.

— Estou muito preocupado aqui. Será que eu disse ou fiz algo errado?

Provavelmente! E sei bem onde as coisas saíram fora do controle, mas preciso fazê-la colocar para fora.

— Eu... — Ela começa, mas vira seu rosto para a janela. Não me deixa ver seus olhos.

E eu realmente preciso vê-los agora.

Diana deixa transparecer muitas de suas emoções pelo olhar. É agoniante tê-la me negando isso. Me sinto pisando em ovos.

— Eleonor... Bem... — Ela suspira. — Não me dou muito bem com a minha mãe. — Certo, como se isso já não estivesse claro! — Ela parece sentir um certo prazer em que as pessoas estejam em seu pior espírito ao seu redor. Acho que isso a faz pensar que sua vida... — Ela para e leva um momento respirando fundo antes de continuar. — Sua vidinha de merda deve parecer melhor se ela puder fazer as outras pessoas se sentirem mal.

— Acho que está correta sobre isso. — Concordo com ela, ainda encarando seus cabelos, esperando que ela decida se virar e me mostrar com o quê estou lidando.

— Então tem você... — Engulo em seco, nervoso de repente. — Não nos conhecemos tão bem assim, mas pelo que você me disse e o que peguei de seus amigos, sei que é um homem que precisa estar no controle. Sempre. E quer saber... Não é tão ruim assim. Na maior parte do tempo, eu gosto de não ter que me preocupar com nada. Em saber que você já pensou em tudo. Mas tem coisas...

Ela finalmente se vira para mim, seus olhos bonitos estão marejados. Isso me quebra.

— Eu não sou você, Theo. E eu não sou Eleonor. Eu não sinto necessidade de me vingar, ou derrubar quem está próximo a mim para me sentir melhor. O que você fez hoje, a forma como a enfrentou e lançou suas artimanhas em sua cara de volta... Foi brilhante, mas não é sua luta. Tudo que eu espero de você é apoio, não que lute as minhas batalhas. Especialmente essa. A forma como a manipulou e usou nosso relacionamento para sair por cima... Eu não acho que gosto desse cara.

E com essas palavras, ditas com tanta calma, ela simplesmente acaba comigo. Nem mesmo sei o que lhe dizer. Quero pedir desculpas, mas não me arrependo. Quero abraçá-la e dizer que não farei mais isso, mas certamente seria mentira.

Tenho vontade de encarar aquela perua cheia de Botox e quebrar seu espírito de alguma forma, deixá-la se sentindo uma merda. Porque é isso que ela fez hoje para Diana, e eu não posso simplesmente aceitar esse tipo de coisa. Mas eu vejo, e entendo, o que ela quer dizer. Só não sei como aceitar e entrar em acordo sendo quem sou e como sou.

— Eu... — Ela suspira alto e então abre a porta. — Preciso de um banho.

Então ela sai do carro. Me deixa sozinho e pensativo.

Acho que essa foi nossa primeira briga de verdade. Mesmo que não tenha sido uma realmente, já que eu não respondi.

Mas uma coisa descobri através desse momento. Eu a amo.

Eu já sabia disso. Já lhe disse inclusive, mas esse sentimento de perda e decepção comigo mesmo só deixa isso muito mais claro. É angustiante tê-la chateada comigo. Nunca senti isso por mais ninguém.

Saio do carro e olho ao redor. Simon não está a vista, deve estar em um dos carros de vigilância espalhados na rua. Bom. Estou um pouco envergonhado nesse momento, devo estar até corado se o calor em minhas bochechas servem de indicação.

Diana tem todo o poder nessa relação e eu, bobo que sou, achava que estava no controle.

Grande ilusão!

Entro na casa e tranco a porta, então subo para o quarto. O chuveiro está ligado, mas ela não está no banho ainda. Está parada olhando para a janela, provavelmente não vendo nada realmente.

Me aproximo dela e passo meus braços ao seu redor. Ignoro toda e qualquer dor remanescentes do atentado e a aperto forte, então beijo seus cabelos. A sinto relaxar em meus braços.

— Sinto muito. — Ela diz baixinho. — Não queria perder o controle, realmente não queria. — Sua voz soa tão arrependida. Outro golpe para meu espírito.

— Eu que preciso pedir desculpas. Você está certa, Diana. Exagerei hoje. Mas não usei nosso relacionamento para provocá-la. Eu disse a verdade. Cada coisa que saiu da minha boca foi o que penso e sinto.

Ela ofega e tenta escapar dos meus braços, mas a prendo mais forte.

— É um instinto natural querer te proteger. — Continuo. — Não usei nosso relacionamento, só falei a verdade. Sou um cara perdido desde a primeira vez que coloquei meus olhos em você. Tudo que consigo pensar é em não te deixar nem por um momento. Não consigo me afastar. Eu realmente espero que um dia, quando se sentir confortável com essa ideia, me dê a honra de se tornar a Sra. Blake.

E ela está tensa de novo.

— Isso não é um pedido, amor. Relaxa. Mas tenha em mente que, cedo ou tarde, ele virá.

Solto-a do meu aperto, a viro e, segurando seu queixo, a obrigo a me encarar. Seus olhos cor de chocolate estão brilhoso e uma linha úmida desce em cada bochecha.

— Um dia essas lágrimas serão de alegria. — Passo meu polegar em seu rosto, limpando o rastro que as lágrimas deixaram.

— Talvez elas já sejam... — Ela me diz e morde o lábio.

Respiro aliviado. Minha garota está de volta.

***

O recado foi dado.”— Está escrito na mensagem que recebo de Amy.

Me arrependo um pouco por isso. Se esse tal de Derek é quem tem perseguido minha garota e as demais ex-moradoras, uma surra não é o que ele merece. O cara pode ser um assassino. Embora, o que lhe aconteceu hoje não foi pela minha suspeita, mas sim pelo ocorrido no mercado.

Ninguém toca minha mulher.

A polícia está no caso, mas, a Diana precisa falar com eles e entregar as outras cartas.”— Chega em seguida.

Preciso de mais tempo— Respondo.

Amy entrou em contato com um amigo da polícia, isso para que eu ganhasse algum tempo para falar com Diana. Mas, não sei por quanto mais posso guardar isso sem estragar as coisas entre nós. Ela não ficou feliz por minha interferência com sua mãe, esconder algo dessa magnitude pode trazer danos piores ainda.

"Tudo que eu espero de você é apoio, não que lute as minhas batalhas" — Ela disse mais cedo. Provavelmente isso também se encaixa...

Mas, mesmo sabendo disso, não consigo apenas lhe dizer. Jogar tudo isso sobre ela de uma vez é crueldade.

Vivo esse maldito dilema desde que Amy encontrou a foto ontem.

Tyler acha que ela não deve saber. Nunca.

Eu sei que ela precisa saber. Por mais traumático que isso possa ser, Diana precisa ter o controle de sua vida. Por mais feio que algo seja, é nosso e só pode ser superado por nós. Tudo que eu posso fazer é caminhar com ela e protege-la de quem tentar lhe fazer mal fisicamente. Essa é toda a proteção que eu posso lhe dar. Mas, no final, eu tenho certeza, ela vai sair mais forte.

Assim espero.

Olho para o sofá, onde ela está cochilando.

Depois do banho, ela se sentou no sofá e não demorou nada a pegar no sono. A ansiedade de ver a irmã e o sobrinho perderam para o dia estressante e a exaustão acabou por vencer.

Meu celular vibra em minha mão, uma mensagem e uma ligação.

Tessa chamando.

Mensagem da Amy.

Recuso a ligação.

Sempre que Theresa me liga, requer meu tempo e isso eu não posso dar nesse momento. Envio uma mensagem para Simon, afinal, eu prometi a ela que a ajudaria quando ela precisasse, e Tessa não liga sem precisão.

Ele reabriu o caso, mas precisou citar a vítima atual, você tem 24 horas pra trazê-la, ou a polícia vai bater em sua porta. Sinto muito por não conseguir mais tempo, mas as circunstâncias exigiam uma ação rápida.”

Merda!

Como se possível lidar com a mãe da Diana, a irmã, o sobrinho, o maluco do melhor amigo, Natal com todos juntos e um perseguidor? Se eu não posso lidar com tudo no momento, que dirá ela...

Uma buzina forte soa, me assustado e a Diana também, que se senta num pulo.

— Eles chegaram! — Ela diz com voz embargada pelo sono, se atrapalha com a manta que usei para cobri-la e quase cai.

Minha namorada calça suas pantufas de pandas e sai apressada da sala. Nem mesmo veste uma blusa.

Pego a manta e a sigo para fora da casa, onde vejo um carro entrar na garagem e parar atrás do de Diana.

A porta de trás se abre uma criaturinha de cabelos claros, e completamente bagunçados, pula para fora. Os gritos de alegria são empolgantes. E irritantes.

— Ah meu deus, como você cresceu! — Diana tem o garoto no coloco em segundos e parece uma competição de beijos. Ela tenta encher o rosto dele de selinhos, enquanto ele tenta fazer o mesmo, só que com uma versão de beijos com baba. E o mais impressionante... Dia não se incomoda.

Uma moça sai do carro e cruza os braços enquanto assiste a cena.

— Estou sentindo um pouco de ciúmes... — Ela comenta.

Essa é Julie, a irmã de Diana. Embora, as fotos que ela me mostrou, não fazem jus a mulher a minha frente.

A garota das fotos estava uma bagunça. O cabelo não combinava com o rosto, as roupas pareciam ser de sua avó e o pacote geral a deixava aparecendo muito mais velha que Diana. Se ela não tivesse me cotado que era mais velha, eu não teria nem suspeitado. Essa mulher de agora... Nada a ver com as fotos.

O cabelo está em curto, para na altura da mandíbula e tem uma cor dourada que valoriza bem seu rosto em formato de coração. Os olhos e o nariz, o mesmo da Diana, mas as bochechas dela são um pouco mais salientes. Ela é alguns centímetros mais alta que minha namorada. Seu sobretudo preto parece ser caro e as botas que usa certamente não são imitação e tudo lhe cai muio bem.

A moça se aproxima, tira as luvas e me estende a mão bem cuidada.

— Sou Julie.

Aceito sua mão.

— Theodor. É um prazer conhecê-la, Julie. Diana tem falado incessantemente sobre vocês. Estava muito ansiosa pela sua chegada.

Ela sorri e então olha para Diana, que continua perdida na troca de carinho com o menino pequeno.

— Eu acho que ela estava ansiosa é pelo companheiro dela.

— Isso eu não posso negar.

Me aproximo de Diana e passo a manta sobre seus ombros, ela me olha como se tivesse sido tirada a força de sua bolha mágica. Então abre um sorriso radiante.

— Theo, esse é Liam. — Ela vira o garoto para mim. A vídeo chamada da semana passada deixou passar essa aura natural de alegria que o garoto exala. — Ei, Julie!

Diana finalmente se volta para a irmã, que revira os olhos e me oferece um sorriso cheio de cumplicidade.

— Você está incrível...

— Obrigada.

Elas trocam um abraço desajeitado e se afastam, com um leve clima de constrangimento.

— Ela foi vítima das merdas da sua mãe. — Uma voz grossa assusta Diana e eu.

Olho para o carro e um homem de idade sai desajeitado do banco de trás.

— Ah, meu deus! Papai!

Diana se lança para o homem, que mal fica em pé quando ela já está em cima dele. O detalhe é que em nenhum momento ela solta o sobrinho e ele abraça o homem como se o estivesse vendo pela primeira vez em tempos também.

— Surpresa, filhota!

— Foi por isso que demoramos. — Julie diz para mim. — Eu já estava fora de Los Angeles quando ele me ligou e me fez voltar para buscá-lo.

John Weber. Esse é o nome do homem que abraça minha namorada. Não é a primeira vez que o vejo. Conversamos vagamente na última chamada de vídeo dele e Liam para Diana.

— Blake, bom finalmente te conhecer pessoalmente.

Ele escapa do abraço de Diana e me estende a mão.

— Digo o mesmo. Pode me chamar de Theo.

O aperto é firme. Mais como um aviso. De repente percebo o porquê dele mudar de ideia sobre vir. Ele veio é para me estudar pessoalmente. Saber com quem sua menina anda.

Bem, ponto positivo para ele.

Diana

Melhor natal de todos!

Estou eufórica!

Meu pai e Julie estão sentados no sofá de frente para nós, enquanto tomamos café, que o Theo jura que fez... Mas, eu tenho certeza que vi um de seus seguranças de avental na cozinha, quando passei pelo corredor...

— O que faz aqui, pai? — Pergunto, realmente curiosa.

Meu pai não é muito de viagens, mesmo que tenha me dito que viria no ano novo. Ele faz um esforço, tenho que lhe dar esse ponto. Mas, evita o que não se comprometeu. Especialmente se Eleonor estiver envolvida. A última vez que os vi perto um do outro, louças voaram, coisas foram queimadas, e carros sofreram ataques de fúria. Não foi bonito.

Sem contar que meu pai, com essa enorme barriga de cerveja, sempre preferiu passar os feriados em sua poltrona velha e fedorenta, que ele diz ser a melhor compra que ele fez na vida. Um punhado de costeletas de porco do Jimmy's e muitas garrafas de cerveja enquanto assiste documentários.

— Senti falta da minha mocinha, isso não é motivo suficiente?

Liam se mexe em meu colo e senta de lado, encarando Theo, que está do meu lado.

— Bem, é um ótimo motivo. — Sorrio para ele. Faz tempo que não o vejo pessoalmente. Agora mesmo adoraria me sentar ao seu lado, onde Julie está, e receber um de seus abraços apertados.

Meu pai e eu sempre fomos próximos, embora distantes. Não tínhamos essa coisa de ficar abraçando e trocando palavras afetuosas. Mas sempre estávamos ao telefone, trocando e-mails. Ele é um professor, adora tudo que traz conhecimento, então sempre tem algum assunto para falar. Ou um documentário novo que viu, ou algum estudo ou experimento científico que acha que preciso ficar de olho.

E ele é absolutamente adorável. A melhor parte das chamadas de vídeo sempre são seus cabelos! Agora ele parece ter desistido de puxar os poucos fios sobre a careca e rapou de vez. Ótimo, ele realmente estava ficando engraçado demais. Para uma pessoa que precisa passar autoridade, o cabelo estava deixando a desejar.

— Ainda está hospedado nessa casa , Blake?

Theo deixou escapar no Skype que seu apartamento estava em reformas e ele estava ficando por aqui.

— Pode me chamar de Theo. E sim. Na verdade, essa semana meu apartamento deve estar pronto. Se forem ficar até o ano novo, poderíamos nos mover para lá, onde tem mais espaço.

Sugo o ar por um momento e encaro meu pai.

Liam está mexendo em meu cabelo agora, enrolando mexas em seus dedos minúsculos.

— Quem sabe. Parece-me boa o suficiente essa casa.

E ele começou...

Meu pai tem essa coisa... Ciumento até a ponta dos dedos dos pés. Sempre foi assim. Ele demorou para aceitar Tyler. Na verdade, acho que a desaprovação da minha mãe ajudou muito com essa aprovação.

— E onde está o Tyler? Pensei que ele estaria por aqui, nos esperando. — Meu pai muda de assunto, mas seus olhos não deixam os de Theo.

— Ele deve aparecer ainda hoje. Vai ficar surpreso em te ver.

— Oh sim, tenho certeza que vai...

— Será que vocês gostariam de descansar antes do jantar? — Pergunto, reparando na Julie praticamente cochilando no ombro do meu pai.

— Isso seria ótimo, querida, mas não para mim. Você sabe, odeio viajar. Então, precisei tomar algo no caminho. Dormir direto até aqui.

— Claro que você fez! Bem, vou mostrar o quarto para Julie e Liam e volto logo.

Me levanto e chamo Julie, que meio sonolenta me acompanha até o andar de cima.

Theodor

John Weber não parecia muito amedrontador no vídeo. Ele parecia do tipo dócil. Agora, no entanto, parece prestes a ir para a guerra.

— Tyler sabe que o senhor estava vindo? — Pergunto, curioso com o tom que ele usou ao falar sobre surpreender Tyler. Não me convenceu...

— Sim. Ele me ligou mais cedo e me contou sobre as cartas.

Fico sem reação.

— Blake, ele tem sido meus olhos e ouvidos por muitos anos. Que tipo de pai seria eu se apenas deixasse minha garota largada longe de casa.

— Nós descobrimos sobre isso hoje, só contei para ele bem cedo...

— E ele me ligou em seguida. Eu acredito que, como namorado dela, você vai lidar com tudo sem... Incomodá-la.

Pisco totalmente surpreso e desconfortável.

— Não. — Tento manter meu tom calmo. Para começo de conversa, nem mesmo acredito que isso tudo é real. Acho que cochilei no sofá e estou tendo um pesadelo. — Sr. Weber... Diana é sensível, isso é certo. Mas ela não é fraca ou incapaz de lidar com as coisas. Eu não posso esconder isso dela, especialmente sabendo que esse cara pode ter perseguido e prejudicado outras mulheres. Ela precisa saber e ir a polícia. — Paro por um momento, respirando fundo, e passo a mão pelos meus cabelos.

Uau! Que merda de dia!

— Eu só... — Continuo quando percebo que ainda não há barulhos de passos se aproximando. — Estou dando um tempo para Diana lidar com uma coisa de cada vez. Diana parece se fechar ao redor de sua mãe, eu não quis jogar tanto em seu prato de uma vez.

E isso levanta outra questão. Será que ele sabe que sua filha sofreu maus tratos na mão da mãe?

Ele me oferece um leve sorriso.

— Fico feliz em ouvir isso, filho. Não poderia esperar mais de alguém que quer estar com a minha filha. — Ele fica em silêncio por um momento, me deixando atordoado enquanto entendo suas palavras. — Diana tem transtorno de personalidade, isso a faz parecer frágil, mas vamos combinar, isso ela não é.. — Ele continua, assustando o inferno pra fora de mim. — Ela não foi tratada e se tornou uma pessoa muito... Peculiar. Eu sei o que deve estar pensando. Que tipo de pai sabe que a filha é doente e não a trata...

Na verdade eu estava pensando “Que porra que eu perdi?” Isso não pode ser real. O homem veio preparado para me chocar. Talvez ele pense que vai me fazer correr para as montanhas.

Está muito enganado.

— Minha ex-esposa não foi fácil e decidiu por si só o que deveria acontecer. Eu me culpo por não insistir, mas eu tenho que admitir, ela se virou bem. Quando já era velha o suficiente para tomar suas próprias decisões, eu tentei levá-la para o tratamento, mas ela estava bem. Se Tyler não me mantivesse informado, eu não saberia que ela não esta realmente. Mas, tem sido um longo caminho tentando a convencer a procurar ajuda.

Quero perguntar um mundo de coisas, mas então passos soam na escada.

— Espero poder ver algum jogo ao vivo nessa cidade. — John diz de repente, ao mesmo tempo em que Diana entra na sala.

Transtorno de personalidade? Tipo bipolaridade? Bem, certamente não bipolaridade. Sempre pensei que ela tinha TOC, parecia o mais óbvio para mim. Ela tem toda essa neura com limpeza e esse maldito tic nervoso de machucar as mãos.

— Jogo, pai, sério? Você nem gosta disso.

Dessa vez ela se senta ao lado dele, que a recebe de braços abertos e lhe abraça apertado.

— Ouvi dizer que os estádios daqui têm as melhores asas defumadas do país! E o molho que servem de acompanhamento? É lendário! Eu posso fazer um esforço...

Ela ri animada.

— Eu posso comprovar isso.- Digo, fazendo como ele e deixando o assunto pesado para depois. — São absurdamente deliciosas. Mas, eu preciso te contar um segredo, Sr. Weber, elas não são servidas apenas no estádio. Na verdade, eu conheço um restaurante que faz entregas.

Ele levanta os braços, animado.

— Agora falou minha língua, Theo. E me chame de John.

Diana está eufórica pela mudança. Mas, eu sei que as asas de frango não foram o motivo.

Eu quero escapar e ir até a única pessoal, além de John, que pode me dar respostas. Thomas. Ele certamente pode me falar alguma coisa sobre esse transtorno... Mas, John provavelmente espera esse movimento. Espera que eu escape e o deixe limpar toda a bagunça e lidar com o coração partido da filha.

Isso realmente não vai, mesmo, acontecer!

— Vamos pedir algumas asas então! — Pego meu celular do bolso e começo a procurar o telefone do restaurante. Hoje eu vou ser apenas o cara conhecendo a família da namorada. Amanhã eu lido com o resto.

Notas finais
E aí? Curtiram? Era para ter um hentai, mas eu tive que cortar, porque né... Ia ser bizarro com o sogrão por perto kkkk XD Mas as cenas hot se aproximam e prometo caprichar ;) Ps: Prometo tentar escrever entre cada livro dessa série nova que lerei para não atrasar tanto os capítulos u.u Bj bjs ♥