À Primeira Vista
9 A torre do Paraíso
Notas iniciais
Juvia sentia as águas batendo no barco em que estavam... Bem, era mais um bote na verdade, mas estava com Gray-sama, então não importava.
Logo a maga da chuva descobrira que o estranho mago do fogo, Natsu, a rival do amor, Lucy, e até seu Gray-sama se importavam muito com a maga da armadura. Juvia nunca vira algo assim na Phantom antes. Fairy Tail era realmente uma guilda maravilhosa.
Ela já estava de volta com suas roupas comuns. O vestido era lindo, mas se ia á uma aventura, teria que ir com algo que não se importasse se sujasse. Mas também sua roupa de batalha não parecia bonita o suficiente para ir a algum lugar na frente de Gray-sama.
— Onde eles estão?! Onde estamos?! – gritava Gray-sama desesperado. Juvia sabia que ele devia querer ir logo para a Fairy Tail. Ela também. Mas primeiro, precisavam salvar aquela mulher Erza.
— Talvez Juvia e seus companheiros tenham se perdido. – disse. Era verdade. Nem podia conseguir sentir algum caminho para ir.
— Ei... Natsu! – falou a rival do amor. – Tem certeza que essa é a direção certa?
O mago do fogo mal conseguia falar direito.
— Dependemos de seu nariz aqui! – gritou Gray-sama. – Então para de cena e bota ele para funcionar!
— Juvia não acredita que alguém deixou o Gray tão decepcionado! – resmungou ela.
— Droga! – gritou o mago do gelo sem prestar atenção nela. – Não acredito que eles levaram embora a Erza e o Happy enquanto estávamos inconscientes! Não da para imaginar nada mais humilhante!
— Isso é verdade! Quem pensaria que uma feiticeira poderosa como a Erza fosse derrotada... – dizia Juvia pensando em concordar com Gray-sama.
Mas o resultado não fora o que esperava.
— Quem disse que ela foi derrotada?! – gritou Gray-sama. – Você não conhece a Erza! Como se atreve a falar assim?!
Juvia nunca se sentiu pior em toda a sua vida... Decepcionara Gray-sama. Naquele momento tivera vontade de pular daquele barco e dizer adeus a sua horrível vida.
- J-Juvia pede perdão! – gritou nervosa e com medo.
— Gray, fica frio! – gritou a rival do amor.
E o pior, o mago do gelo obedeceu e se sentou. Juvia ficou com vontade ainda maior de se matar.
— Eles disseram que eram companheiros da Erza... – tentou racionar Lucy. – Pensando nisso, pra começar... A gente sabe pouco sobre ela...
Silêncio. A mulher- chuva não sabia nada sobre a maga de armadura. Mas imaginava o que Gray-sama poderia estar sentindo... Eles eram amigos...
-Ah! – gritou a rival do amor. – Uma torre! Aquela é... A torre do paraíso?!
Uma torre enorme chegou aos olhos de Juvia. Não se assustou, apenas encarou o lugar e se preparou para a verdadeira briga começar.
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Guardas estavam na porta. Juvia mergulhou na água, procurando um meio de eles atravessarem pela água. Não demorou muito para encontrar um túnel debaixo d’agua que levava até um caminho. Havia guardas, mas não tantos. A mulher-chuva cuidaria deles.
A mulher então voltou à superfície e viu Gray-sama e os outros a observando.
— Juvia achou um caminho por baixo d’água até os níveis mais inferiores da torre. – explicou ela.
— Sério? Bom trabalho! – falou o mago do gelo e Juvia se sentiu nas nuvens, como se tivesse alcançado o tão esperado paraíso.
Virou-se para a rival do amor e a humilhou:
— Ele elogiou a Juvia! Não você, a JUVIA!
— É ele elogiou. – disse Lucy provavelmente tentando esconder a inveja.
— Temos que nadar por aproximadamente 10 minutos debaixo d’água. Vocês tem folego?
— Claro! – gritaram Gray-sama e Natsu, mas a idiota da rival do amor tinha que atrapalhar.
— É CLARO QUE NÃO, SEUS IDIOTAS!
— Então coloquem isso em suas cabeças. – disse Juvia. – É oxigênio recoberto por uma concha de água. Poderão respirar aí dentro.
-Muito bom. – disse Natsu. – Aliás, quem é você mesmo?
A mulher-chuva não ligou para a opinião dele. Era apenas um garoto idiota. Começou a nadar, levando-os para o caminho correto. O estranho era que a maga da chuva jurara ter feito o da rival do amor menor. Mas ela continuava respirando. Era impressionante.
Quando chegaram ao porão, os guardas começaram a surgir. Mais e mais. Mas foi fácil destruí-los. Eles não podiam derrotar Juvia e ela os destruiu em segundos. O grito “Nós somos da Fairy Tail” deixou a mulher-chuva ainda com mais vontade de lutar. Depois de todos acabados, uma escada desceu. Depois que decidiram subir, Juvia notou que mais guardas viam, mas dessa vez, a maga de armadura veio com eles, destruindo tudo pela frente. Quando os viu, Erza parou de ataca-los e se mostrou surpresa.
Juvia tinha que admitir, ela tinha estilo.
— Vão para casa! – gritou.
Era uma das coisas que a maga da chuva queria, mas ela não iria deixar Gray-sama lá. Logo depois, o garoto do fogo saiu correndo por causa de seu gato e Erza os mandou irem embora mais uma vez.
Mas nem Gray-sama quanto a rival do amor aceitavam então Erza fez algo inesperável. Começou a chorar. E depois começou a contar sua história.
Quando acabou, Juvia estava emocionada, era ainda pior que a história dela. Ser escravizada e ter que deixar todos os amigos... Era triste.
— Eu vou... – ela disse. – Ter que enfrentar o Jellal...
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