À Primeira Vista

2 As razões do amor


Notas iniciais
Caros e maravilhosos leitores,

Como prometido, o final. Espero que gostem e se emocionem tanto quanto eu.

Obrigada e boa leitura a todos.

Parte II – O amor tem razões que a própria razão desconhece.

A tempestade ainda caía lá fora. Mu via a água deslizar abundante pelo vidro da janela, enquanto sentia o corpo preso possessivamente pelos braços de Aiolia em sua cintura. Sorriu de leve, sentindo-se profundamente protegido. Não sentia mais o frio da solidão e da desesperança. Sentia-se pleno e liberto, o coração leve como o de quem recebe a redenção.

— Quer me contar agora sobre a pessoa que esperava naquele banco?

Mu estremeceu e abraçou-se mais a Aiolia.

— Ele está morto... — murmurou, e Aiolia o puxou, o forçando a encará-lo. Percebeu os olhos do tibetano cheios de lágrimas — Ele morreu há um ano...

Mu suspirou e começou a contar sua história:

— Milo e eu nos conhecemos quando vim passar férias aqui na Grécia há mais ou menos dois anos. Nos conhecemos exatamente naquele banco de praça. Ele se sentou ao meu lado e puxou assunto enquanto eu tentava alimentar alguns pássaros, nos apaixonamos à primeira vista. Ele era um homem tão lindo, tão alegre e cheio de sonhos, ele era tudo que sonhei. Alguém generoso como poucas pessoas nessa vida, capaz de se prejudicar para ajudar os outros. Olhasse para ele, e você logo saberia que ele era uma pessoa iluminada, e pessoas iluminadas vivem pouco...

Aiolia ouvia calado e via consternado as lágrimas que desciam pelo rosto do rapaz, um belo rosto tão triste que lhe cortava o coração.

— Vivemos uma paixão intensa por oito rápidos e saborosos meses. Ele era um homem tão apaixonado e abnegado, capaz de satisfazer todos os meus desejos sem demonstrar o mínimo cansaço. Eu o amava tanto... Ele me amava tanto... Até que... descobrimos a doença. O Milo desmaiou e acabou no hospital, os exames revelaram que ele tinha leucemia...

— Sinto muito... — murmurou Aiolia consternado.

— Eu também. — Disse Mu — Mesmo assim, ele nunca se entregou, continuou alegre e otimista. Durante dois anos ele lutou contra a doença, insistiu, mesmo os médicos dizendo que não havia mais nada a fazer, que o melhor era se conformar e morrer. Não posso negar que eu estava um farrapo, não dormia, não comia, meus pais queriam que eu deixasse à Grécia, mas eu nunca o abandonaria, nunca! Eu prometi que estaria com ele pelo resto da minha vida... Por isso, Aiolia...

Os olhos de Mu se voltaram para o grego, e Aiolia sentiu um nó na garganta. Sabia o que aquilo significava. Por mais que fosse intenso tudo que eles viveram naquela noite, o coração de Mu estava definitivamente fechado e sem volta, pois seu dono nunca o libertaria. Estava morto.

— Não tem problema, Mu, eu compreendo. — Disse sem jeito — É claro que... não nego, pra mim foi especial... O que estou dizendo?! Isso é ridículo!

— Não, Aiolia, não é ridículo. — Mu segurou-lhe o rosto entre as mãos que, o leonino percebeu, estavam trêmulas — Foi especial como você não tem idéia. Desde que o Milo se foi que eu não consigo me entregar a ninguém, ninguém. Você é muito especial, só que eu acho que...

— Está traindo o Milo...

— Ele me amava tanto, ele me deu tanto...

— E você a ele, Mu, será que não percebe? Você esteve ao lado dele em seu pior momento, você se doou a ele, e ele, sendo a pessoa que você diz que era, com certeza agradeceu por isso.

— Sim, eu sei.

Aiolia afagou o rosto do tibetano enxugando suas lágrimas.

— Por que você o estava esperando naquele banco? Você achou mesmo que o espírito dele viria encontrá-lo no dia dos namorados?

— Ele me pediu...

Valentine’s day de Mu, um ano antes...

Quando abriu a porta do quarto, Mu sentiu o cheiro das flores e ouviu o barulho do aparelho que media os batimentos cardíacos de Milo. Tentou corresponder o sorriso que ele lhe deu da melhor forma possível.

Olá, Mi...

Olá, gato, vem cá... — chamou com seu sorriso charmoso, mesmo que estivesse tão pálido e magro que fosse desesperador.

Mu se aproximou dele e beijou-lhe a testa, passando a mão de leve em sua cabeça coberta por um lenço vermelho. Sufocou um soluço ao se recordar de como seus cabelos eram lindos, e o quanto os adorava. Beijou-o com carinho nos lábios.

Como está se sentindo hoje? — Indagou sorrindo.

Bem, mas e você, anjo, como você está se sentindo?

Desesperado com a possibilidade de perdê-lo. Sentiu vontade de dizer, mas preferiu sorrir.

Ora, estou ótimo, Mi, só esperando que o médico o mande pra casa logo. — Falou Mu tentando deter a emoção.

Milo o olhou profundamente. Seus olhos esverdeados brilhavam como um abismo de esmeraldas. Segurou forte a sua mão, com a mesma firmeza de sempre, embora seu corpo estivesse muito debilitado.

Amor, eu não vou voltar. — Apertou mais forte a mão do namorado — E você tem que prosseguir...

Não, Mi... não diz isso... — Mu enxugou a lágrima que desceu por seu rosto rapidamente, não queria chorar na frente de Milo, não podia, tinha que ser forte até o fim. — Pessimismo agora não, grego...

Amor, não é pessimismo. Eu adoraria estar errado. — Sorriu mais amplamente, mas seus olhos marejaram — Mas estou indo embora e sei que você sofrerá, mas não quero que se desespere e fique amargo e desesperançoso. Eu o amo tanto, Mu, que não quero mais vê-lo dessa forma. Eu preciso ir pra que você permaneça...

Não fala isso... — Mu o encarou sem conseguir mais deter as lágrimas — Como pode achar que eu continuaria sem você? Eu o amo tanto...

Não conseguiu mais se controlar, entregando-se ao pranto e se envergonhando dele, escondeu o rosto com a mão livre. Milo apertou mais forte a mão que tinha entre as suas e a beijou com carinho.

Mu, você foi tudo que eu sonhei pra mim. Você foi minha força durante todo esse tempo e... anjo, agora você precisa me deixar ir... precisa continuar sua vida, você é tão jovem...

Não há vida sem você, Mi, então continue, continue a lutar...

Mu, meu anjo, entenda. — Pediu fraco — Eu não estou desistindo, eu estou me libertando e te libertando...

Eu não quero ouvir isso, não quero! — O tibetano tentou fugir, mas o grego continuou com sua mão presa.

Amor, me escute!

Não! Você quer me deixar... — Mu chorava muito agora. Ajoelhou-se ao lado da cama e escondeu o rosto no abdômen do amado.

Eu nunca o deixarei, Mu, seremos sempre um do outro, não chore, por favor. Eu não agüento mais vê-lo sempre assim, exausto, triste, é o melhor pra nós dois, eu preciso ir...

O tibetano não tinha mais argumento além de suas lágrimas. Sentia a mão carinhosa de Milo afagando seus cabelos e se entregava a um pranto dolorido.

Escuta, gato... eu quero que faça uma coisa... — pediu o jovem grego de forma carinhosa, obrigando o namorado a encará-lo.

O quê?

Sabe, Mu, eu fiz uma oração hoje pela manhã...

Você não acredita em Deus! — Resmungou Mu, enxugando o rosto.

Mas hoje eu orei e pedi algo aos deuses e sei que eles vão me conceder. Eu vi o futuro e estou feliz com isso. — Sorriu aquele sorriso desconcertante. Mu se perguntou como mesmo tão doente e debilitado, ele ainda conseguia ser lindamente perfeito e ter o sorriso mais devastador do mundo. — Quero que você me ajude, Mu...

Você sabe que pode me pedir qualquer coisa, Mi...

Você sabe que dia é hoje?

Mu sorriu e tirou algo do bolso o entregando a Milo. Era uma pequena caixa de veludo azul.

Feliz dia dos namorados...

Milo pegou a caixa e a abriu encontrando uma pulseira de couro com o seu nome e o do amado numa placa de prata.

Obrigado, amor. — Agradeceu, deixando finalmente uma lágrima rolar por seu rosto — Eu não pude trazer nada pra você, amor, mas... hoje eu fui a um lugar...

Como puderam deixá-lo sair sozinho? — Mu indignou-se.

Não reclame, Mu, você sabe que quando quero uma coisa, sou impossível.

O ariano balançou a cabeça positivamente.

Você se lembra do dia em que nos conhecemos?

Claro que sim... — Mu tentava manter a voz calma e carinhosa de sempre, mas estava tremendo por dentro, sabia que Milo estava partindo.

Eu quero lhe pedi um favor... — a voz do escorpiano se tornava mais fraca.

Tudo que quiser, amor...

Daqui a um ano, quero que você volte àquele banco, naquela praça e lá, haverá um presente pra você, no dia de São Valentim.

Os olhos verdes de Mu encararam os azuis esverdeados de Milo.

O que isso significa? Por que diz isso, amor?

Porque eu te amo...

(...)

— Milo morreu naquela noite. — Mu estava trêmulo quando terminou de relatar a história para Aiolia — De uma forma estranha, ele sabia que morreria naquele dia. Eu voltei para o Tibete, levei minha vida como pude durante esse ano que passou e vim hoje aqui cumprir minha promessa...

— E por que procurava no céu?

Mu sorriu enxugando o rosto.

— Sempre dizíamos que viraríamos estrelas quando morrêssemos. Éramos fascinados por elas, e passávamos noite olhando o céu. O Milo adorava a constelação de escorpião, seu signo.

Aiolia suspirou. A história do rapaz era triste e quanto mais ele a ouvia, mais sentia vontade consolá-lo de protegê-lo, de... Amá-lo?

Será que fora capaz de se apaixonar assim à primeira vista? Sem nenhuma hesitação? Como pudera? Até horas atrás, ainda era completamente louco por Marin, mesmo tendo sido traído e enganado. Agora, estava ali, mirando o rosto de Mu com adoração; seus olhos sinceros e lindos, sua pele macia, seu sorriso tímido e triste. Deus! Apaixonara-se no pior dia de sua vida!

— Aiolia, você está bem? — Mu perguntou ao vê-lo empalidecer.

— Estou, Mu, estou muito bem. — Respondeu de imediato e se sentou na cama — Que tal irmos para o meu quarto? A cama lá é maior.

O ariano piscou confuso, ainda não compreendia muito bem o que lhe acontecia. Achara que seu coração estava definitivamente fechado e morto com Milo, mas agora se achava ali, nos braços de um belo estranho e totalmente encantado por ele, fascinado e sem nenhum remorso por isso.

“Mi, amor, o que isso significa?” Indagou-se enquanto aceitava a mão forte de Aiolia que o levou para o quarto dele. Mu se sentou na imensa cama e mirou o leonino que o abraçou pelas costas.

— Você acredita em coincidências?

— Acredito em tudo que seja incrível, Aiolia. — Sorriu o rapaz oriental.

O grego beijou-lhe o ombro largo e nu com carinho.

— Há exatamente um ano atrás, minha namorada me deixou, naquele mesmo lugar em que você conheceu o Milo, e há um ano eu tenho sofrido por ela, mas...Hoje, parece que toda essa dor foi embora e eu não entendo por que, mas entendo que foi por sua causa, Mu. Eu sei que é ridículo acreditar em amor à primeira vista mas é exatamente o que estou sentindo.

Mu baixou o olhar, ruborizando e sentindo mais lágrimas em seus olhos pela declaração do outro jovem.

— O amor é inexplicável, Aiolia, ele pode ser trágico, belo, épico, mas é sempre inexplicável e nunca é fácil entendê-lo...

— O que quer dizer com isso? — Indagou o grego com os brilhantes e esperançosos olhos no rapaz a sua frente.

— Também estou apaixonado por você, à primeira vista.

O leonino o puxou pra si e o abraçou com força. Ambos estavam emocionados e isso ficava claro na forma que se amaram mais uma vez, de tantas e tantas naquela noite. Quando o dia raiou, pálidos raios solares entravam pela janela aquecendo o quarto. Mu abriu os olhos preguiçosamente e espreguiçou-se. Por um momento, achou que tudo aquilo foi um sonho, que tinha adormecido enquanto esperava Milo e que Aiolia nunca existiu. Ergueu-se nervoso, sentindo um estranho aperto no peito, mas logo a porta do quarto se abriu e ele entrou, expulsando toda sua apreensão.

— Eu preparei nosso café da manhã. — O grego sorriu, e Mu percebeu que seu sorriso também era devastador, deveria ser um mal grego.

— Obrigado.

— Vem. — Estendeu a mão que foi aceita. Mu vestiu a calça do pijama e seguiu Aiolia para a sala onde um farto café o esperava, com muitas frutas e queijo de soja que o grego fizera questão de providenciar, já que o convidado não comia carne. Mu apaixonava-se mais a cada segundo por aquele homem, ainda não conseguia assimilar o que estava acontecendo depois de um ano inteiro de sofrimento. Como tudo podia ter sido resolvido em apenas uma noite?

Expôs seus pensamentos para Aiolia que disse que sentia o mesmo e que também não entendia.

— Bem, você disse que o Milo fez uma oração e que... — Aiolia se interrompeu e encarou os olhos de Mu que também o encarou enquanto segurava uma torrada.

— Será que...

— Eu não acredito nessas coisas...

— Eu acredito, Aiolia. — Murmurou — O Mi mandou você pra mim...

Valentine’s day de Aiolia um ano antes...

Aiolia segurou o braço de Marin que ameaçava ir embora.

Você vai me abandonar em pleno dia dos namorados? — Indagou desesperado, seu peito doía muito.

Não há mais nada a dizer, Aiolia, simplesmente acabou! Eu não te amo mais!

O coração do leonino doeu como nunca enquanto ele via a mulher que amava se afastar.

Mas eu ainda te amo... — murmurou com lágrimas nos olhos, lutando para que elas não escorregassem por seu rosto.

Baixou a cabeça derrotado e quando a ergueu seus olhos se encontraram com o olhar compadecido de um jovem que estava sentado no banco com um caderno e uma caneta nas mãos. Ele deveria estar ali há muito tempo e presenciado toda a discussão. O leonino tratou de enxugar o rosto e disse irritado:

O amor é uma droga mesmo! — Começou a andar, mas conseguiu ouvir o rapaz dizer:

Não. O amor é uma dádiva...

(...)

Aiolia mastigou devagar o pedaço do pão que segurava, os pensamentos distantes.

— Você disse que o Milo era meio... vidente?

— Na verdade, brincávamos com isso. — Tornou Mu — Ele era muito intuitivo, muito sensitivo e isso às vezes o assustava.

Aiolia coçou os cabelos num gesto ansioso.

— Mu, vem comigo! — Ergueu-se e correu para o quarto, se vestindo rápido, sendo acompanhado por Mu que também vestiu suas roupas já secas. O leonino tomou-lhe a mão e o guiou para fora do apartamento. Eles andavam quase correndo, tanto que chamou a atenção das pessoas que cruzavam com os dois pelos corredores.

O sol pálido de inverno se mostrava confiante, mas as marcas da tempestade da noite anterior ainda permaneciam nas ruas. Aiolia e Mu foram em direção à pequena praça arborizada. O grego mirou o banco de madeira rústica por um tempo, depois se agachou e tateou a mão por baixo, achando o que queria.

Mu arregalou os olhos ao ver o envelope amarelado, cuidadosamente preso por uma fita azul. Seu coração falhou quando reconheceu a letra de Milo nele. Aiolia lhe estendeu o envelope.

— É pra você.

Com mãos trêmulas, Mu o segurou e seus olhos se abriram tal o espanto que o tomou.

— Como você sabia? — Indagou atordoado.

— Ele esteve comigo. — Os olhos de Aiolia marejaram — Ele estava aqui, Mu, no dia que terminei com a Marin. Eu não sei o que é isso, destino ou sei lá o que, mas... é real, cara...

— Deuses... — murmurou o tibetano desfazendo o laço com cuidado e arregalando os olhos ao abrir a carta.

— O que há nele, Mu? — Indagou Aiolia apreensivo — O que ele escreveu?

— Aiolia... Aiolia... — gaguejou Mu emocionado a cada linha lida.

— O que foi, Mu? — Indagou Aiolia em pânico, os olhos marejados — O que ele diz? Ele quer que... que você o encontre, é isso?

— Não, Aiolia, não! — Balbuciou trêmulo e mirou os olhos angustiados do grego. A mão pálida e trêmula lhe estendeu a carta. Aiolia ergueu uma sobrancelha confuso.

— A carta não é só pra mim, é pra você...

Aiolia pegou o envelope, atônito e viu escrito cuidadosamente: Para Aiolia e Mu.

— C-como? — Gaguejou abrindo a carta, sentindo Mu se postar ao seu lado para ler.

Oi, Mu, meu amor,”

Que bom que você conseguiu encontrar esse meu último presente. Eu o escondi muito bem para que ninguém o encontrasse antes de você.

Amor, você não acreditou quando eu disse que tive uma visão do futuro. Sei que deve ter ficado amargo, revoltado por entender naquela mesma noite que não havia mais futuro para nós dois e que essa visão não passava de uma ilusão...

Mas eu não estava mentindo, amor, eu vi exatamente quando seus olhos e os olhos de Aiolia se encontraram sob uma tempestade. Eu vi que vocês se apaixonaram e fiquei tão feliz por saber que você teria a chance de continuar a viver, a ser feliz,. Fiquei tão imensamente grato por não me transformar em uma corrente de dor o prendendo ao passado.

Lembro-me que ria e que as lágrimas transbordavam por meu rosto de tão feliz que estava. Creia, gato, eu estava feliz, muito feliz por ver que você ficaria bem e aqui, sob o sol da Grécia, terra que você tanto ama e na qual fizemos tantos planos para um futuro que não veio.

Estou feliz por você voltar a sorrir, voltar a amar, ter uma nova chance. Os deuses também me disseram que o Aiolia é a pessoa certa pra amá-lo e protegê-lo e que ele o amará muito, Mu.

Tenha certeza que posso vê-los agora tão apaixonados! Eu não só desejo, porque eu sei que vocês serão muito felizes.

Eu te amo, Mu, meu abismo de esmeralda, meu anjo.

E a você, Aiolia, lembre-se: o amor é sempre uma dádiva.

Milo.”

Eles estavam sem palavras. Apenas as lágrimas banhavam seus rostos.

Qual o verdadeiro amor? Qual o verdadeiro dom de amar, além de desejar a felicidade do ser amado acima da sua? A cima da necessidade egoísta de “possuí-lo” como um bem?

Aiolia e Mu se abraçaram com força, uma chuva fina começou a cair, mas eles não estavam com frio. Um amor sublime preenchia seus corações. O amor que Milo na sua atitude tão bela e abnegada deixara para eles. O rapaz que morreria em breve sabia que um precisaria do outro para se reencontrar, seu dom lhe dera a visão de um futuro que seria feliz e pleno.

Os dois jovens entrelaçaram-se as mãos e seguiram de volta para o prédio em frente aquela praça, palco de dores profundas e felicidades saudosas e que agora recebia um novo sabor e odor: o sabor de recomeçar, o odor da generosidade, da verdade, da honra e de um amor eterno e sem limites.

Ainda que eu falasse a língua dos anjos e dos homens sem amor, eu nada seria...”

Corintios 13

Fim

Notas finais
Bem, eu sei que muitos me perguntarão por que o Milo e confesso que não sei. Minhas histórias já vem com os personagens para cada papel, eu não penso em quem colocar, elas simplesmente já vêm prontas e foi isso que aconteceu.

Espero que tenham gostado. Obrigada de coração a cada review deixado. Não posso listar todos os nomes dessa vez, mas creiam, adoro o feed back de vocês.

Gostei demais de escrever essa história, eu sou profundamente romântica e acredito em tudo que seja incrível como o Mu, então ela surgiu dessa forma meio fantástica, mas que gostei demais.

Beijos a todos, feliz dia dos namorados aos amantes, e aos solteiros boa sorte!

Sion Neblina

Postado em 11/6/2011
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!