Notas iniciais
*-----* Olá pessoas lindas, maravilhosas que brilham e rebolam! Tá, exagerei mas to muito feliz com a participação de vocês! Beijos a todos os que comentaram e um abraço de urso para Amo Malhação e a Ana Luisa Leite Costa que favoritaram. Tá aí mais um cap pra vocês! Espero que gostem! :D

– Droga!

Resmungando um milhão de palavrões, a pequena Loira esticou o braço para alcançar o despertador que teimava em tocar e acordá-la do perfeito sonho que tinha envolvendo um certo Keane Reeves... Hum, delicia!

– Lia acorda!

Gritou a sua ‘aborrecente’ irmã Constância!

Prestes há completar dezoito anos, a senhorita Tatá adorava amolar a irmã mais velha. Lia não podia mais chama-la de ‘pirralha’, dado a idade, mas ainda levava vantagem nos cascudos.

– Só mais cinco minutinhos...

Gemeu por sob a coberta.

“Londres, minha linda e maravilhosa Londres com seu tempo chuvoso: o lugar ideal para se ter sonhos ‘calientes’ com um astro de cinema TDB.”

Pensava a Roqueira encolhendo-se na confortável cama.

– Sério, Lia Martins! Acorda! Tem um pacote enorme pra você lá na sala.

– Pacote? É algum presente?

– Hum, não sei... Vai lá ver!

Sem demora, a jovem pulou da cama e correu em direção à sala. Ela e a família viviam em um apartamento confortável, relativamente espaçoso, num pacato bairro na capital da Inglaterra. Há sete anos que se mudaram todos para lá, quando seu pai teve uma ótima proposta de trabalho. E como tudo o que mais queria era estar longe do Brasil, não pensaram duas vezes e fizeram as malas: A vó, pai, Marcela – que casou com seu pai – a Tatá e ela.

Ao chegar à sala, Lia não viu nenhum pacote ou algo que lembrasse um. Apenas uma pessoa de costas para ela. Uma mulher que mirava lá fora, enquanto a chuva batia contra o vidro da janela fechada – essa era sua Londres! – A loira pigarreou anunciando sua presença quando a morena de longos cabelos castanhos virou-se em sua direção.

“Não podia ser... Podia?!”

Questionou Lia não acreditando na pessoa que estava na sala.

– JU?!

Gritou enquanto corria para abraçar a melhor amiga que há anos não via.

– Oi, Lia! Sutil como sempre!

A jujuba riu enquanto a Marrenta agarrava-se a ela.

– Ah... Não me enche! Quando chegou? Cadê o Gil? Por que não me avisou que vinha dona Juliana Menezes?

– Juliana Menezes: Futura senhora Porto!

O grito que a loira deu pôde ser escutado pela rainha lá do palácio, mas Lia não estava preocupada. Sua amiga ia casar com seu amigo/irmão!

– O QUÊ?!

Ju riu sentando-se no sofá.

– Respondendo as suas perguntas: Chequei hoje, pela manhã. O Gil ficou no hotel, pois passou mal no avião – Ela revirou os olhos – ele disse que foi enjoo, mas a verdade é que ele morre de medo de voar. E como não pude esperar para te ver: Aqui estou eu! Quis fazer uma surpresa... Gostou?

– Se eu gostei? Tá de brincadeira, né? Eu adorei! Como não ia amar ver minha amiga depois de tanto tempo?

– É... Quantos anos?

– Dois, desde a sua ultima visita... Tempo demais.

As amigas abraçaram-se emocionadas. Para Lia era tão bom ter a Ju ali, fazia tanto tempo... Desde que o Dinho a traiu e seu mundo desabou que não se sentia tão vulnerável. Ainda tinha aquela postura de garota ‘fechada’, Marrenta, como dizia o Dinho...

“Droga, por que eu to pensando naquele garoto? Garoto... – Riu irônica pela palavra usada – O Dinho não era mais um garoto, com cerca de 25 anos, ele já devia ser um homem feito. Como será que ele está? Será que casou? DROGA! E o que a vida daquele IDIOTA tem a ver comigo?”

– Então, que história é essa de senhora Porto? Me conte tudo Juliana Menezes!

Riram juntas.

– Por onde começo?

– Pelo começo, oras!

– Tá... Eu e o Gil fomos morar em Brasília, há seis anos, como eu te falei por e-mail. Meus pais não queriam mais ficar no Rio, toda aquela agitação, o Bruno longe... Brasília foi o nosso destino final. O Gil fez faculdade de artes plásticas e eu Moda. Consegui emprego numa revista e ele tem conseguido reconhecimento pelas obras que tem feito. Decidimos morar juntos ano passado. E uma coisa levou a outra, e há dois meses ele fez o pedido. Um jantar a luz de velas, música instrumental, um anel de diamantes ‘bafônico’... Minha resposta só poderia ter sido um grande e sonoro SIM!

– E para quando é o casório?

– Mês que vem! E como minha melhor amiga não poderia ficar de fora, vim ate Londres te convidar pessoalmente! E olha que te quero para madrinha, hein? Não aceito não como resposta!

Lágrimas ameaçaram escorrer dos seus olhos. Não poderia estar mais feliz pelos amigos, Ju e Gil construíram uma história de amor linda e o casamento só iria consolidar isso. O olhar da Jujuba brilhava ao falar dos preparativos, a cerimônia, o vestido que usaria. Enquanto ela despejava inúmeras informações sobre Lia, a Marrenta pensava em como queria ter alguém – como a Ju tinha o Gil – para passar o resto da vida. Ela tinha o Vitor, um namoro firme, mas não se imaginava ao lado dele para sempre... Era outra pessoa a quem via do seu lado, porém isso era passado. Apesar de estar muito feliz por eles, o sentimento de tristeza foi inevitável.

– E então, algum gatinho na sua vida?

– Oi?!

A voz de Ju lhe trouxe de volta dos devaneios.

– Eu perguntei se o coração da senhorita anda ocupado!

– Não, bem, sim... Ah, não sei! Eu te falei do Vitor, né? A gente tá junto. Acho que já faz uns três anos.

– Que bom... – Falou a amiga pensativa.

“Sim, era bom. O Vitor era inteligente, bonito, companheiro... Mas não era o Dinho. ACORDA, Lia Martins! O Dinho não merece essa atenção toda não!”

Lia enfrentava uma verdadeira guerra interna quando o nome que ela não falava nem pensava – com exceção de hoje – foi citado por Ju.

– E o Dinho?

– O que tem o Dinho?

Juliana desviou o olhar, constrangida. Lia sabia que Ju escondia algo que não queria contar, o que era inadmissível, já que amigas contam TUDO uma para outra. E não é porque ficaram distantes que deixaram de ser melhores amigas.

– Bem... – Ju suspirou – A história de vocês acabou de uma forma nada agradável, pensei que talvez houvesse algum sentimento.

– Não, Juliana. O Dinho e eu... É passado! Acabou, ponto final! Eu tenho uma outra vida e sei que ele seguiu a dele lá no Brasil. Já fazem muitos anos, não há mais nada.

– Sei... Lia, você é minha melhor amiga, eu te amo e não queria te dizer isso, mas...

– Mas o quê?

Lia fingia não se importar, mas não recebeu muitas noticias dele e no fundo tinha curiosidade por saber que fim levou o seu ex-namorado.

– O Dinho... Ele casou.

Casou?!

“Te amo, Lia... Pra sempre!”

Por que o espanto Lia? Você seguiu em frente e aparentemente o Idiota fez o mesmo. Qual o problema? Era isso que você queria certo? Quando vocês acabaram, você sabia que era o fim da sua história... Mas então por que essa dor aguda no peito por saber que ele era de outra?

“Mas doía. Doía muito saber que o MEU Idiota dormia e acordava na companhia de outra. Que era outra que ele beijava, tocava e amava. Era outra que o tinha perto, sentia seu cheiro, que podia dizer ‘te amo’. Era outra e não eu. Mas era o que eu queria! O Dinho era um maldito traidor que me machucou de uma forma que não sei nem explicar.”

– Que bom pra ele, né? Só espero que a Vacatina... Digo, Valentina saiba onde se meteu. O Adriano não é lá muito confiável.

A Marrenta desdenhava dele, mas estava morrendo por dentro. Tudo o que queria era correr para meu quarto e se jogar na cama. Lia precisava chorar. Chorar por ela, por ele, pelos dois.

– Não foi com a Valentina, Lia... O Dinho casou com a Fatinha.

Há seis anos ela acreditou que nada iria ferir mais que ver as fotos do seu namorado aos beijos com uma argentina paraguaia, mas Lia esteve enganada. O que acabou de escutar era mil vezes pior. Uma faca havia sido fincada no coração e descia lentamente pelo seu peito dilacerando qualquer coisa de bom que existia da época em que ela e o Idiota estiveram juntos.

Dinho, Dinho, Dinho... Lia repetia seu nome como um mantra esperando despertar daquele sonho ruim e voltar ao telhado na companhia dele. Seus braços envolvendo seu corpo enquanto permaneceriam em silêncio olhando as estrelas. Ele sussurraria o quanto a amava e a faria a mulher mais feliz do mundo... Mas nada disso aconteceu. Lia ainda estava na sala do apartamento, com a amiga e seu coração quebrado no chão.

POV Ju On

Minha amiga mantinha a compostura, mas eu sei que ela estava sofrendo. Não queria ser a portadora dessa noticia, mas alguém tinha que fazê-lo. Maldito Adriano por ter me posto nessa enrascada! Traiu a Lia e casou com a maior periguete de nosso antigo colégio. O Bruno é quem se safou de cair nas garras da Fatinha, e ao que parece, o Idiota não teve a mesma sorte.

Não temos mais contato, desde que eu e o Gil fomos para Brasília e pouco soubemos sobre nossos antigos amigos, mas acabei descobrindo por acaso sobre o união FaDinho. O que era bem estranho, já que eles estão juntos há mais de seis anos.

– Lia... Tem mais.

Já que eu comecei, teria que ir ate o fim. A minha BFF apenas me olhou inexpressiva.

– Eles têm um filho.

Vi o ar fugir dos pulmões de Lia.

Notas finais
#Tenso, hein Lia? FaDinho junto? E com um filhinho? Pobre da Marrenta, gente. Curiosos para saber como isso aconteceu? Continue acompanhado a Fic e descubram! Beijos!

Ps: Gente, enquanto não terminar a minha outra Fic, Para Sempre LiDinho, vou postar apenas um cap por semana dessa tá? Por enquanto os caps são pequenos, apenas uma introdução, mas mais pra frente mais detalhes serão revelados. Beijos!